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domingo, 13 de maio de 2007

Além do que se vê nessa terra de gigantes

Canção: Lady Laura
Cantor: Roberto Carlos
"Tengo a veces deseos de ser/Nuevamente un chiquillo/Y en la hora que estoy afligido/Volverte a oir/De pedir que me abraces y lleves/De vuelta a casa/Que me cuentes un cuento bonito/Y me hagas dormir//Muchas veces quisiera oírte/Hablando sonriendo: Aprovecha tu tiempo/Tú eres aún un chiquillo/A pesar la distancia y el tiempo/No puedo olvidar/Tantas cosas que a veces de ti/Necesito escuchar//Lady Laura, abrázame fuerte/Lady Laura, y cuéntame un cuento/Lady Laura, un beso otra vez//Lady Laura/Lady Laura, abrázame fuerte/Lady Laura hazme dormir/Lady Laura, un beso otra vez/Lady Laura//Tantas veces me siento perdido/Durante la noche/Con problemas y angustias/Que son de la gente mayor/Con la mano apretando/Mi hombro seguro dirías: Ya verás que mañana las cosas/Te salen mejor//Cuando era un niño/Y podia llorar en tus brazos/Y oir tanta cosa bonita/En mi aflicción/En momentos alegres/Sentado a tu lado reía/Y en mis horas difíciles/Dabas tu corazón//Lady Laura, abrázame fuerte/Lady Laura, y cuéntame un cuento/Lady Laura, y hazme dormir
Lady Laura/Lady Laura, abrázame fuerte/Lady Laura llévame a casa/Lady Laura, y cuéntame un cuento/Lady Laura//Tengo a veces deseos de ser/Nuevamente un chiquillo/El pequeño que tú todavía/Aún crees tener/Cuando a veces te abrazo y te beso/En silencio entendido/Tú me dices aquello/Que yo necesito saber"

"Moça, olha só o que eu te escrevi: É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê... Sei que a tua solidão me dói e que é difícil ser feliz mais do que somos todos nós, você supõe o céu... Sei que o vento que entortou a flor, passou também por nosso lar e foi você quem desviou com golpes de pincel. Eu sei, é o amor que ninguém mais vê, deixa eu ver a moça, toma o teu, voa mais, que o bloco da família vai atrás. (...) É bom te ver sorrir... Deixa vir à moça, que eu também vou atrás e a banda diz: assim é que se faz!" (Marcelo Camelo)

"Hey mãe! Eu tenho uma guitarra elétrica. Durante muito tempo isso foi tudo que eu queria ter. Mas, hey mãe! Alguma coisa ficou pra trás... Antigamente eu sabia exatamente o que fazer. Hey mãe! Tenho uns amigos tocando comigo, eles são legais, além do mais, não querem nem saber. Mas agora, lá fora, todo mundo é uma ilha a milhas e milhas e milhas de qualquer lugar... Nessa terra de gigantes (eu sei, já ouvimos tudo isso antes), a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes. As revistas, as revoltas, as conquistas da juventude são heranças, são motivos pr'as mudanças de atitude. Os discos, as danças, os riscos da juventude, a cara limpa, a roupa suja, esperando que o tempo mude... Hey mãe! Já não esquento a cabeça. Durante muito tempo isso foi só o que eu podia fazer... Mas, hey mãe! Por mais que a gente cresça, há sempre coisas que a gente não pode entender. Hey mãe! Só me acorda quando o sol tiver se posto, eu não quero ver meu rosto antes de anoitecer. Pois agora lá fora, o mundo todo é uma ilha, a milhas e milhas e milhas... Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes, a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes" (Humberto Gessinger)

A gente cresce, mesmo não querendo crescer, o tempo passa, mesmo não querendo passar, a gente cresce, mesmo não querendo passar e a gente passa, enquanto não parece crescer... Problemas aparecem, desaparecem e reaparecem, coisas que se parece não entender, a gente cresce, a gente juvenesce, e parece tudo igual, é tempo de mudar, pra perceber que está tudo igual. A gente rejuvenesce. E é tudo igual. O mundo é todo igual. O mundo tá sempre igual. É tudo igual. Tem sempre alguém que te espera às 5h30 da manhã, às 04h15 da tarde, às 08h30 da noite e às 03h45 da madrugada. Alguém que espera pra te dizer o que não precisa ser dito e te responder, mesmo que a pergunta não seja feita. Alguém que você espera e que espera por você. É difícil quando se sofre, quando sofremos, quando pensamos que o melhor era o não passar do tempo, era o voltar do tempo, era o volver no tempo. Esquecer o passado que seria futuro e parar de esperar o futuro que não chega. Só você é capaz de desviar, de mudar, de voltar, de recomeçar, mesmo sem terminar. A gente quer mudar o mundo, a gente quer mudar a gente, a gente não muda nada. Ninguém muda nada. Você não mudou nada. O mundo e suas dores, o mundo e seus horrores. Já não esquento a cabeça. A música, a casa, a flor, o pincel, a banda, o conto, o abraço, o beijo, a guitarra, o sorriso, o bloco, o disco, você.

domingo, 22 de abril de 2007

Você sabe com quem tá falando?

Quem você pensa que é?



Canção: Dom Quixote
Grupo: Engenheiros do Hawaii
Autor: Humberto Gessinger / Paulo Gauvão
CD: Dançando no Campo Minado (2003)

"Muito prazer, meu nome é otário/ Ás de Espadas fora do baralho/ Muito prazer me chamam de otário/ por amor às causas perdidas./Tudo bem, até pode ser/que os dragões sejam moinhos de vento"

domingo, 8 de abril de 2007

"Depois da derrota o pior resultado é o empate."(Galvão Bueno)

Colégio Pedro II - Unidade Escolar São Cristóvão

1- Prédio da fachada principal, entrada da Unidade II (momentos de espera de 1998-2001)
2- Teatro Mário Lago, antigo Teatro Pedro II (3 formaturas, peças, flauta-doce, risadas da profa de Inglês, e "a esperança é vesga")
3- Prédio da Unidade II, ooooo Pedrão (502-608-708-808)
4- Capela (a lenda da bruxa e o beija-flor suicida)
5- Hall do Elevador do Prédio Central (a grande bolada na cara do Inspetor)
6- Unidade I, oooooo Pedrinho (104-202-302-408)
7- Parte da Mata Atlântica (aulas ao ar livre e a escadaria)
8- Unidade III (2110, 2210, 2304)
9- Pátio descoberto do Pedrinho (Pic-pega, cola, parede, alto, esconde, polícia e ladrão, menina(o)-pega-menino(a), "comigo não tá", sombras e a roda gigante de baralho da 302)
10- Os totós do Viriato (bolas roubadas, garrafas de Guaraviton e Hula-Hula, sábados perdidos e "trabalhos em grupo" até as 7 da noite, "habilidade é o que lhe falta")
11- Entrada da Unidade I (tchau, mãe! 1994-1997) e da Unidade III (corre que o portão vai fechar! 2002-2004)
12- Ginásio do Pedro II (e as minhas habilidades esportivas...)
13- Final da Pista de Corrida (campeonato de 3 cortes com bola de tênis)
14- Pista de Corrida de 100m (não quer nadar? 20 voltas na pista!)
15- A Direção Geral!!! (e a imortalidade do Sr.Wilson)
16- Piscina Olímpica (peito, costas, crown, borboleta, por baixo d'água, respiração lateral..."ai, caralho, aqui eu não dou pé!")
17- Complexo Polidesportivo (reformas anuais... e... bota complexo nisso...)

domingo, 18 de março de 2007

"Meus 20 anos de boy, that's over baby. Freud explica..."

Ainda na técnica Ctrl+V/Ctrl+C. Postagens antigas, unidas e revisitadas:

Quanto tempo faz? Acho q já são 3 anos, né? É, bastante tempo. Muitas coisas acontecem em 3 anos, assim como nada pode acontecer. Me lembro de que dizia que não havia amigos, mas sim colegas. Isso porque a vida mostraria quem eram meus amigos, eu dizia. Um pouco pra sacanear mesmo, um pouco porque acreditava, um pouco, nisso. O que a vida me mostrou? Isso já não importa mais! É engraçado como o tempo passa, e muita coisa passa por ele. E muita coisa passa com ele. Hoje, levo em mim a consciência de que os melhores anos de minha vida acabaram. Há algum tempo. E muita coisa acabou com eles. E muita coisa acabou com eles. Lembranças do tempo de escola... de um colégio que não foi só um colégio, foi uma Escola, com "gente de verdade". "Um bom exemplo de bondade e respeito". Saudades de não gostar de física e saber que isso em nada afetaria minha vida, de não gostar de algo e não se importar com isso. De saber que ainda faltava muito pra tomar um rumo na vida. De dar bolada de tênis em cara de inspetor, de quebrar o dedo dos outros, de fugir da professora de Química, de rir do tombo dos outros, de se entupir de Guaraxí, de brincar de guerra de água e ir pra Direção todo molhado só pra fazer companhia a quem foi pego. "Um bom exemplo de bondade e respeito". E de rir de tudo isso todo recreio sentado no refeitório, sentado no banco redondo do pátio, sentado na arquibancada ou de pé jogando totó. "Habilidade é o que lhe falta". Essa frase tem dona, mas apropriei-me dela. Não só eu, mas um bando aí. Convivência dá nisso. Palavras perdem sentidos e frases perdem seus donos. Que o digam a mesa de totó do Viriato e o ventilador que não girava. "Eu sou eu e cada um é uma pessoa"... O totó não tem mais, o colégio não tem mais, a professora de química não tem mais, bola de tênis não tem mais, não tem mais tombos e não tem mais Guaraxí, não teve guerra de água... Os mesmos de antes não tem mais. Ainda assim “nada vai desmerecer tudo que ainda somos, toda a certeza que supomos. Mas a vida lá fora, tá chamando agora. E não demora! Quem dá mais? Na falta que a falta faz.” A falta que a falta faz ou a falta que a falta fez? Ou a falta do que fazer? E agora? Será que eu devia estar fazendo um filme? Vejo que o futuro não está tão distante assim. Não gostar e se preocupar com isso. Ainda acho graça de coisa sem graça e ainda rio lembrando de certas coisas, como um simples jogo de baralho, conversas esquisitas, observações inadequadas... Os mesmos de antes não tem mais... Mas tem cartas de baralho, canções mal cantadas, aulas bem matadas, poemas de lulu e gente estranha pra notar. Coisas novas pra gostar e não gostar. Tem gente nova! Já não tão nova assim. Nem deu tempo de chamar de colegas, quando vi já era amigo. "O sistema é maus, mas minha turma é legal!" Talvez o futuro ainda esteja distante, talvez o passado esteja mais perto. Talvez não seja o fim do mundo: "O fim do mundo já passou!" Talvez preocupar-se seja pré ocupar-se por não ter ocupação. Então vamos nos ocupar! Quem dá as cartas? Eu dou as cartas? Você corta! E me movimento, tentando apenas manterme no jogo. O porquê disso aqui? Pô, sei lá! Desculpe se fui inconveniente! Talvez seja a síndrome do estudante de letras, ou a convivência com os estudantes do terceiro gênero que habitam aquela faculdade! É, tenho que tomar cuidado... Mas era preciso dizer que percebi que aquilo acabou, e outras coisas começaram, mas que todos que por ventura aqui se sintam citados marcaram os melhores e os subsequentes anos de minha vida, não só marcaram, pertenceram a eles, produziram eles. E a certeza disso nunca acabará. Assim como espero que nunca acabemos, os velhos e os novos, e que se esses e os próximos não são ou serão os melhores, que sejam o melhor que possam ser. "Quero viver a minha vida em paz. Quero um milhão de amigos. Quero irmãos e irmãs"."Não vão embora daqui, eu sou o que vocês são, não solta da minha mão, não solta da minha mão..."

Citações: Chão de Giz (Zé Ramalho)/Vamos fazer um Filme (Renato Russo)/A falta que a falta faz (Jay Vaquer)/De onde vem a calma (Marcelo Camelo)

Canção: Evebody's Changing
Composição: Hughes/Rice-Oxley/Tom Chaplin/Sanger
Grupo: Keane
CD: Hopes and Fears (2004)

"So little time/Try to understand that I'm/Trying to make a move just to stay in the game/I try to stay awake and remember my name/But everybody's changing and I don't feel the same"

sábado, 10 de março de 2007

Eu sou o que vocês são ( Não solta da minha mão)

Dia e noite, noite e dia, eu penso: Olha só, que cara estranho que chegou, parece não achar lugar no corpo em que Deus lhe encarnou. Tropeça a cada quarteirão, não mede a força que já tem, exibe à frente o coração que não divide com ninguém. Tem tudo sempre às suas mãos, mas leva a cruz um pouco além, talhando feito um artesão, a imagem de um rapaz de bem. Olha ali, quem tá pedindo aprovação. Não sabe nem pra onde ir se alguém não aponta a direção. Periga nunca se encontrar. Será que ele vai perceber que foge sempre do lugar deixando o ódio se esconder? Talvez se nunca mais tentar viver o cara da TV que vence a briga sem suar e ganha aplausos sem querer...
Dia e noite, noite e dia, eu penso: De onde vem a calma daquele cara? Ele não sabe ser melhor, viu? Como não entende de ser valente, ele não saber ser mais viril. Ele não sabe não, viu? Às vezes dá como um frio. É o mundo que anda hostil, o mundo todo é hostil. De onde vem o jeito tão sem defeito que esse rapaz consegue fingir? Olha esse sorriso tão indeciso, tá se exibindo pra solidão. Faz parte desse jogo dizer ao mundo todo que só conhece o seu quinhão ruim. É simples desse jeito quando se encolhe o peito e finge não haver competição. É a solução de quem não quer perder aquilo que já tem e fecha a mão pro que há de vir.
Espera que eu não terminei. Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom. Daqui não, eu vivo a vida na ilusão entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares, vou. O tempo voa e quando vê, já foi e eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor. Eu que já não sou assim muito de ganhar, junto as mãos ao meu redor. Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz. Levo assim, calado, de lado do que sonhei um dia como se a alegria recolhesse a mão pra não me alcançar. Poderia até pensar que foi tudo um sonho, ponho o meu sapato novo e vou passear sozinho, como der, eu vou até a beira.
Não vão embora daqui, eu sou o que vocês são, não solta da minha mão, não solta da minha mão. Sobre estar só eu sei nos mares por onde andei devagar, dedicou-se mais o acaso a se esconder, e agora o amanhã, cadê? Fingi na hora rir. Fingindo ser o que eu já sou. Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus. Pode rir agora que o fio da maldade se enrola. Pois é de Deus tudo aquilo que não se pode ver.
É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final. Não me entenda aqui por mal. Não sou tão só assim. Eu que controlo o meu guidom! Com ou sem suín-. Fingindo ser o que eu já sou, mesmo sem me libertar eu vou. Eu não vou mudar não, eu vou ficar são mesmo se for só. Não vou ceder. Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim e no final, assim calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim. Pra que mudar? É bom, às vezes, se perder sem ter porque, sem ter razão. É um dom saber envaidecer por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também. Para que minha vida siga adiante. Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Enquanto isso, navegando eu vou sem paz. Sem ter um porto, quase morto, sem um cais. Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão. Nesta espera o mundo gira em linhas tortas. Canto que é de canto que eu vou chegar. Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro. De que vale ser aqui onde a vida é de sonhar? Liberdade! Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz! Então, clausura que um dia sufocou minha alegria, há de ser o que morreu. Indo embora, deixo-te um adeus.

(Marcelo Camelo, recortado e colado)

Canção: De onde vem a calma
Compositor: Marcelo Camelo
Banda: Los Hermanos
CD: Ventura (2005)

domingo, 4 de março de 2007

Qual é o cúmulo da falta do que fazer?

Top 30 - Músicas Nacionais 2006

  1. Vilarejo - Marisa Monte
  2. Ai, ai, ai - Vanessa da Mata
  3. A falta que a falta faz - Jay Vaquer
  4. Sorte e Azar - Pato Fu
  5. Morena - Los Hermanos
  6. Casa Pré-Fabricada - Roberta Sá
  7. O Meu Guri - Teresa Cristina e Grupo Semente
  8. De Perto - Paralamas do Sucesso
  9. Tranquilo - Thalma de Freitas
  10. Quando a Chuva Passar - Ivete Sangalo
  11. A gente merece ser feliz - Ivan Lins
  12. Do it - Lenine
  13. Deixa o Verão - Mariana Aydar
  14. Ela faz Cinema - Chico Buarque
  15. Na Sua Estante - Pitty
  16. O Rock Acabou - Moptop
  17. Malemolência - Céu
  18. Compasso - Angela Rô Rô
  19. Recado - Maria Rita
  20. Telegrama - Zeca Baleiro
  21. Antes do fim - Gram
  22. O mais vendido - Mombojó
  23. N - Nando Reis
  24. Uma canção é pra isso - Skank
  25. Sinceramente - Cachorro Grande
  26. Idade do Céu - Zélia Duncan e Simone
  27. Velocidade da Luz - Revelação
  28. Vale de Lágrimas - Lulu Santos
  29. Dance Dance - Fernanda Abreu
  30. Você vai estar na minha - Negra Li

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Feliz Ano Novo!

E pra comemorar:

Top 20 - Canções Internacionais
  1. Put your records on - Corinne Bailey Rae
  2. Limón y Sal - Julieta Venegas
  3. Crazy - Gnarls Barkley
  4. Talk - Coldplay
  5. Será Será (Las Caderas no Mienten) - Shakira feat. Wicleaf Jean
  6. A la primera persona - Alejandro Sanz
  7. Suddenly I see - KT Tunstall
  8. Para tu amor - Juanes
  9. Wisemen - James Blunt
  10. Youth - Matisyahu
  11. Is it any wonder? - Keane
  12. Mas que nada - Sergio Mendes feat. The Black Eyed Peas
  13. Tu Corazón - Lena feat. Alejandro Sanz
  14. Love is just a game - The Magic Numbers
  15. When you were young - The Killers
  16. Tell me Baby - Red Hot Chilli Peppers
  17. Nada fue un error - Coti feat. Paulina Rubio y Julieta Venegas
  18. You only live once - The Strokes
  19. Casa - Natalia y la Forquentina
  20. I predict a riot - Kaiser Chiefs

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

- Pra que mudar?



Porque trago em mim a consciência de que Todo Carnaval tem seu Fim.

Canção: Todo Carnaval tem seu Fim
Banda: Los Hermanos
Compositor: Marcelo Camelo
CD: Bloco do Eu Sozinho (2003)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Hoje é dia do riso chorar

Coisas tristes acontecem no mundo. Eu tou no mundo. Coisas tristes acontecem comigo, mesmo sem acontecerem. Covardia, maldade, crueldade, violência, desumanização do ser. Do que faz e do que leva. É muito triste ver certas coisas. Mais ainda deve ser sofrê-las. E como sofreu o pobre menino. E como sofreu sua mãe. E como sofrem tantos outros toda hora. Uma rosa? Uma rosa, meu camarada? Então agora é assim: sento a bunda na frente do computador e mostro indignação com uma rosa. Uma rosa que nem plantei, nem colhi. Uma foto de uma rosa. "Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada". Nada mais, nada menos. Uma rosa não quer dizer nada. É só uma rosa. Porque assim resolveram que fosse. Cadê a ação do indign-? INDIGNAÇÃO. Ação. Agir. Cadê o movimento? Com o mouse não vale. "Toda bossa é nova e você não liga se é usada", não é mesmo? É muito fácil pegar uma foto de uma rosa e botar no orkut, no msn, ou onde vc preferir. Quero ver fazer alguma coisa. Algo realmente importante pra mudar o que está. Quero ver fazer! Quero me ver fazer! Sei que posso, mas não faço, mas também não finjo que faço, pois sei que um dia farei! Por enquanto, acordo já deitado e durmo acordado, sonhando com o dia em que farei. Creio no ditado e por isso ando minha trilha com fé. "Só não se sabe fé em quê".
Agora é Carnaval, né? É tempo de esquecer, de brincar de ser feliz! O tempo que o mundo inteiro espera! "É hoje o dia da alegria e a tristeza, nem pode pensar em chegar..." Ironia? Esperança? Vontade? Tanto faz. "Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo com o mar". "E quem me vê apanhando da vida, duvida que vá revidar", mas vou lutando, me guardando pra quando o Carnaval chegar. É hoje!

Canção: É hoje
Compositor: Didi e Maestrinho
Cantora: Fernanda Abreu
CD: Da Lata (1995)