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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Poema de Contato

Finding new places
To discover them-us again
Again

Encontrando nuevos lugares
Para descubrirl-nos otra vez
Otra vez

Encontrando novos lugares
Para descobrir-nos de novo
De novo

(Ou ode à espera)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ao menos um final feliz (...) (?)

Depois de reler mais uma vez o texto bizarro da Rosely Sayão, tomei coragem para contar o final feliz de uma história que me emociona há anos e que me deu, sem querer, a dimensão da minha profissão. Aliás, uma história cheia de sem quereres, que só compartilho porque, longe de autorizar que me gabe sobre minha qualidade profissional, ela representa justamente o que fazemos quando nem sabemos o que estamos fazendo:

Há 6 anos atrás, começando minha vida profissional, ainda no CLAC, numa prática bem gramaticalista, passei como atividade de revisão para uma turma de Espanhol I, a seguinte atividade: pense num objetivo para sua vida (trabalhar a noção de infinitivo), diga o que você já fez até hoje para alcançar esse objetivo (trabalhar o pretérito composto), o que você está fazendo agora para isso (trabalhar a perífase "estar + gerúndio), e o que você vai fazer ainda (trabalhar a perífrase "ir + a + infinitivo"). Foi isso. Corrigi os verbos. Eles apresentaram. Foi bacana. E ponto.

Um ano e meio depois, encontro uma aluna dessa turma, ao aplicar uma prova oral na turma em que ela estava, já no Espanhol IV. Não lembro o tema da prova, mas ela, por alguma razão, me contou, que um dia eu lhe perguntei o que ela estava fazendo para mudar a sua vida e que aquilo a fez pensar. Ela, uns bons anos mais velha que eu, era empregada doméstica e cursava Letras, com muita dificuldade, por não ter tempo para estudar. Ela me disse que, depois dessa pergunta, decidiu tomar uma decisão: largou o trabalho para ganha uma bolsa de 300 reais (ou 500, não lembro) e trabalhar como estagiária numa escola. Estava superfeliz com a decisão, apesar das dificuldades financeiras que estava passando, pois estava conseguindo trabalhar no que ela sempre quis e estava conseguindo se dedicar mais à faculdade.

Demorei a entender do que ela estava falando, até que lembrei da atividade que comentei antes. Naquele dia, tomei uma dimensão tão grande do que era ser professor, que fiquei tão feliz, que meu medo, muito medo. Pensei em tudo que eu poderia ter feito de errado sem querer e todas as consequências que esses erros podem ter causado, sem querer. Sem querer, chorei, naquele dia, pelo que fiz sem saber e pelo que não fiz sem saber.

Hoje, em meio a uma greve de ônibus, que fez quase toda a população da cidade não sair de casa, encontrei aquela aluna de novo. Fiquei muito feliz, porque, principalmente, eu ia saber o final da história. Um final que já se mostrava feliz, já que ela usava uma blusa azul com o nome de uma escola na frente e atrás, em caps lock, PROFESSOR. Perguntei: tá dando aula? E ela me disse, com um baita sorrisão: "Tou!! Esse ano, dei uma diminuída, porque estava deixando de lado minha saúde, minha glicose tá alta... sabe como é, né? Muito trabalho, muito aluno, a gente se envolve com os problemas, a educação desvalorizada, etc etc etc".

Nunca fiquei tão feliz em saber que a taxa de glicose de alguém está alta e de ter tido uma conversa-desabafo-reclamação "à la sala dos professores" com uma colega de profissão!
Lógico que, para tantos outros, essa mesma atividade não fez diferença nenhuma. Então, não posso deixar de comentar a garra, a força de vontade dela e a fé em si mesma! 
Mas... que, ao mesmo tempo em que isso me alegra, me angustia muito, ah, isso angustia...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sobre rolês e rolés...

Tem muita gente aí defendendo o rolézin, mas reclama do funk que cantam no ônibus...
Tem muito professor aí defendendo o rolézin, mas xinga seus alunos pela batucada e gritaria em sala de aula...Tem muita moça aí defendendo o rolézin, mas segura a bolsa quando um menino pobre preto passa perto...Tem muito moço aí defendendo o rolézin, mas atravessa a rua e segura bem a mão da filha quando um grupo de jovens desce o morro e resolve passear no asfalto...
Tem muita gente aí, tem muita gente aqui, tem muita gente lá...



Contradições da vida urbana, em qual delas eu me encaixo?

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Tá um saco essa politização do rolézinho... não sei, mas me parece que as pessoas não estão tocando no ponto que deveria ser tocado. Só vi um texto que me pareceu sensível a compreender, de fato, a lógica das coisas... Esse capitalismo escroto já tá tão naturalizado que as pessoas não se questionam mais sobre as bases em que se assentam essas práticas, é isso???
Quando eu estava em Luanda, descobri que a tão famosa prática americana do "barrados no baile" (ou seja, a seleção de quem pode entrar e quem não pode entrar num espaço privado em que as pessoas entram para consumir) era bastante comum nas danceterias de lá. Conversando com um amiga que frequenta lugares aqui no Rio que eu não costumo frequentar, soube que essa já é uma prática bastante comum em muitas danceterias e afins por aqui! E o que as pessoas fazem? Cada vez mais, tentam ser as pessoas que conseguem entrar, e, quando entram, olham com o mesmo desprezo para as que ficaram do lado de fora! Se ampliarmos essa discussão para as áreas VIPs da vida, então...

Eu, obviamente (ou não tão obviamente assim), me recuso a entrar num lugar em que eu precise da aprovação de alguém para ali poder consumir! Na minha cabeça (talvez muito errada), esses lugares não devem ser ocupados, mas sim esvaziados!!! São espaços privados que dependem do nosso dinheiro para sobreviverem... Porém, ao que me parece, cada vez mais, as pessoas não querem ser as barradas, como se isso as definisse!

Lógico que tenho nojo de um espaço que se define pela sua capacidade de existir a partir das pessoas que seleciona para entrar e das que têm sua entrada barrada. Mas, sinceramente, mais nojo tenho das pessoas que permitem a existência desses lugares, contribuindo com seu dinheiro para o financiamento dessa seleção, hoje, quase natural. Uma pena é ver que cada vez mais pessoas tentem ocupar esses locais e cada vez menos pessoas tentem esvaziá-los!


E enquanto todo mundo compartilha Dê um rolê, dos Novos Baianos, fico com Chopis Centis, dos sábios Mamonas Assassinas:


Esse tal "Chópis Cêntis" / É muicho legalzinho / Pra levar as namoradas / E dar uns rolêzinhos / (...) / Quanta gente / Quanta alegria / A minha felicidade / É um crediário / Nas Casas Bahia
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E entra tudo no mesmo pacote: Esquenta, Funk ostentação, Rei do Camarote, Sertanejo Universitário, Anderson Silva... viva o Capitalismo da Autoestima Elevada do novo velho jovem brasileiro (angolano, argentino, boliviano...), que luta por si e consegue o que quer, com seu esforço próprio (ou de qualquer outro jeito...).

Recomendo: http://revistaforum.com.br/blog/2014/01/os-rolezinhos-um-apartheid-a-brasileira/

domingo, 29 de dezembro de 2013

Vilarejo


Pela ironia do mundo.
Pelo desejo de mudança.
Pela força da fé. 
Pela fé na gente.

http://www.youtube.com/watch?v=WibtVWwW-EA

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Da o/pressão...

Pensando se sou oprimido ou opressor, pensei que é muito difícil não oprimir quando se é oprimido e não ser oprimido quando se oprime...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do Professor

Acho muito bonita toda essa comoção em torno do Dia do Professor, principalmente, porque isso representa a legitimação de um reconhecimento que dificilmente vemos em nosso cotidiano... Desejo a todos os colegas professores, acima de tudo, força para continuar trabalhando e enfrentando todos os obstáculos, que muitas vezes, são muito maiores do que nós... Desejo também saúde para aguentar as situações complicadas que vivenciamos cada vez mais comumente, e sabedoria para que não se deixem levar por um discurso que nos responsabiliza por problemas que não nos cabe resolver! Acima de tudo mesmo, eu desejo a todos os professores - e a TODOS - a consciência de que PROFESSOR É UMA PROFISSÃO e não um Dom... que devemos fazer o melhor que podemos sim, porque é uma profissão que exige muita responsabilidade e dedicação, mas que exige, em contraparte, reconhecimento social, financeiro e respeito ao nosso TRABALHO. Por muitas vezes, eu tenho a sensação de que apenas nós - professores - levamos nosso trabalho a sério e temo muito toda vez que o discurso do dom é usado, porque isso deslegitima nosso trabalho e nossas reinvidicações... Afinal, Dom é Dom, é vocação, é divino, é inerente e inato e nada pode nos impedir de exercê-lo... Então, nesse dia que me enche - verdadeiramente - de orgulho, FELIZ DIA DOS PROFESSORES e CONSCIÊNCIA a todos!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy, Amy, Amy

Sinceramente lamento a morte de Amy Winehouse, mas mais sinceramente ainda lamento a forma como ela tem repercurtido... piadinhas de jornais meia-bomba e a discussão sobre foi overdose ou não em nada contribuem para a discussão do problema maior que envolve toda a polêmica. Tratar o comportamento autodestrutivo de uma pessoa como ato voluntarioso é reduzir um problema de muitos a uma solução de poucos...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ser Preciso


A felicidade não existe
Existem momentos felizes
Aceite o fato e facilite
Aproveite o que a vida permite
E no que se pode acreditar...
Acredite

É preciso coragem pra ser quem se é
É preciso força pra ter quem se quer
É preciso viver a vida que há
É preciso dizer o que dá pra falar

Se engana quem pensa que é fácil
Se perde quem torna difícil
Se encaixa no rumo e se leva
Levando o que pode consigo
(Levando o que peço comigo)

Bastante pode ser muito
E nada pode ser melhor
No riso ou no choro de outros
Tudo começa e acaba pior

Todos sabem. Eu já sei.
Nos faz falta mergulhar
E qualquer um pode dizer:
- Deixa o rio te levar!

Pois nem sempre nesse mundo
É possível controlar`
Pois nem sempre num mergulho
É possível se nadar

É preciso coragem pra ser quem se é
É preciso força pra ter quem se quer
É preciso viver a vida que há
É preciso dizer o que dá pra falar

Navegar é preciso...
Mas quem vive no mar?

(VARGAS, 2006)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vem cá? Te conheço?!

- Vem cá, você poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, né?
- Por que tudo depende da coisa? Acho que, na verdade, tudo depende da coisa mesmo...
- Pois é, dependendo da coisa, a gente pode te ajudar... ou não...
- A gente quem?
- Quem é a gente? A gente é muita gente...
- E muita gente assim não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa...
- Sempre depende da coisa...
- Você já disso isso...
- Você também!
- A gente disse, então!
- Justo! E a gente não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, eu já disse!
- Acho que depende da gente...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Quero falar de uma coisa...

Porque hoje eu tou afim de falar da vida. De falar um monte de merda da vida. De fingir que isso não é um blog, de fingir que isso é um blog de adolescente. De falar da minha vida. De falar da vida dos outros. De falar palavrão. De usar pontos para expressar rostos e consoantes para expressar frases inteiras. De mandar kisses e dizer i miss you. De ignorar o fato de que alguém pode ler isso aqui. De falar da sacanagem que é viver. De reclamar da putaria que anda esse mundo. De fingir que não faço parte dele e que também sei ser sacana. De reclamar dos meus pais pros meus amigos, dos meus irmãos pros meus pais. De falar que tou apaixonado. De sofrer as dores de um amor infanto-juvenil! De soltar fogos de artifício via msn. Vontade de repetir as letras finais das palavras e usar caps lock pra gritar CARALHOOOO!!! De planejar métodos de vingança-prato-que-se-come-frio contra os que armaram um plano errado pra minha vida.  Incluindo eu mesmo. Ou de festejar com os que tentaram armar um plano perfeito para ela. Incluindo eu mesmo. Já nem sei o que tou escrevendo. Já nem sei o que quero escrever. Ando lendo Clarice Lispector demais. Na verdade, ano lendo coisa de menos. Ando fazendo coisa de menos. Ando dormindo demais. Ando me preocupando demais. Ou ando me preocupando de menos. Já nem sei. Ando andando de bicicleta. Ando por aí. As vezes só, às vezes muito bem acompanhado. Ando vendendo coisas que não comprei. Ando criando remedios para doenças que são minhas. Para doenças que me curam. PUTA KIU PARIU! Em caps-lock-adolescente. Acho que nunca cresci, acho que cresci rápido demais. Acho que sou muito grande e não tenho muita noção do meu tamanho. Bato braço na lampada na hora de tirar a camisa. Já andei batendo os braços no joelho. Já nem sei se tive braço um dia. Braço me lembra abraço, que me lembra o óbvio, é claro. E me lembra que ando meio sem criatividade. Ou é tanta coisa que quer sair ao mesmo tempo que nada sai. Entope tudo na saída. Ou na entrada. Já não sei. Pois é. Engraçado... Um dia tentei a imparcialidade, a objetividade, a não expressão do ser via a expressão clara de ser quem se é. Às vezes nem eu me entendo. Quem entender o que eu escrevi, me explica depois. Um texto em primeira pessoa, é demais pra mim... Reticências pra vocês!

domingo, 19 de outubro de 2008

"mudaram as estações, nada mudou"

Clichê. E por quê não?
Saudades de quando a gente era criança, todo mundo e podia fingir que o mundo era perfeito e pequeno. 40 graus, e era dia de brincar... e de brincar de estudar. As vezes, um banho de piscina pra amenizar o calor... ou um pic... pra intensificar... Mas a vida segue... Há vida que segue... A gente cresce, e desaparece, e aparece, e desaparece. Tanta coisa muda e a gente vê que não há mais crianças, que as diferenças também se tornam adultas e tudo fica mais complicado. A gente foge e a gente se esconde. Mas aí vem a vida e dá uma de suas topadas na pedra, e a gente se acha e aí a vida nos mostra (mesmo na ausência dela) que a gente é criança sim, que a gente tem muito de diferente sim, mas ainda resta algo que nos é comum e que nos permite sermos quem somos, onde somos, porque somos, quando somos e se somos, assim só por ser... E aí a gente vê que a gente sem a gente não é nada, não é a gente, nem gente é... e aí a gente vê que tudo muda, mas quem muda a gente? 40 graus... e não há pic, nem piscina... mas tudo aumenta e diminue daqui de baixo.

domingo, 15 de julho de 2007

Pra você ver...

De volta ao lar, porque o lar se encontra no mesmo lugar...
Depois de perceber que a vida poderia ser muito mais fácil, faço planos pra facilitar o que poderia ser mais vida. Depois de conhecer bons lugares e grandes pessoas, planifico fatos para que nada fique para trás e nada passe para frente. Depois de perceber que existe muita coisa fora do lugar, penso em perceber o que fazer pra colocar o lugar das coisas. Depois de pensar em decisões tomadas, resolvo esquecer para parar de decidir. Depois de reparar a importância de coisas sem importância e me importar com coisas pouco importantes, vivo pra planejar coisas, fatos, decisões, lugares e pessoas...
De volta ao lugar, porque o lugar se encontra no próprio lar...

Canção: Casa
Cantor: Lulu Santos (Lulu Santos)
Compositor: Lulu Santos
CD: Satisfação

"Mas sempre tinha a cama pronta/E rango no fogão/Luz acesa, me espera no portão/Pra você ver/Que eu tou voltando pra casa"

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Hoje é dia do riso chorar

Coisas tristes acontecem no mundo. Eu tou no mundo. Coisas tristes acontecem comigo, mesmo sem acontecerem. Covardia, maldade, crueldade, violência, desumanização do ser. Do que faz e do que leva. É muito triste ver certas coisas. Mais ainda deve ser sofrê-las. E como sofreu o pobre menino. E como sofreu sua mãe. E como sofrem tantos outros toda hora. Uma rosa? Uma rosa, meu camarada? Então agora é assim: sento a bunda na frente do computador e mostro indignação com uma rosa. Uma rosa que nem plantei, nem colhi. Uma foto de uma rosa. "Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada". Nada mais, nada menos. Uma rosa não quer dizer nada. É só uma rosa. Porque assim resolveram que fosse. Cadê a ação do indign-? INDIGNAÇÃO. Ação. Agir. Cadê o movimento? Com o mouse não vale. "Toda bossa é nova e você não liga se é usada", não é mesmo? É muito fácil pegar uma foto de uma rosa e botar no orkut, no msn, ou onde vc preferir. Quero ver fazer alguma coisa. Algo realmente importante pra mudar o que está. Quero ver fazer! Quero me ver fazer! Sei que posso, mas não faço, mas também não finjo que faço, pois sei que um dia farei! Por enquanto, acordo já deitado e durmo acordado, sonhando com o dia em que farei. Creio no ditado e por isso ando minha trilha com fé. "Só não se sabe fé em quê".
Agora é Carnaval, né? É tempo de esquecer, de brincar de ser feliz! O tempo que o mundo inteiro espera! "É hoje o dia da alegria e a tristeza, nem pode pensar em chegar..." Ironia? Esperança? Vontade? Tanto faz. "Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo com o mar". "E quem me vê apanhando da vida, duvida que vá revidar", mas vou lutando, me guardando pra quando o Carnaval chegar. É hoje!

Canção: É hoje
Compositor: Didi e Maestrinho
Cantora: Fernanda Abreu
CD: Da Lata (1995)

domingo, 2 de julho de 2006

Placar moral: 10 x 0

Existem coisas que acaontecem para ser esquecidas, ou simplesmente relevadas. Como o acontecido de ontem. Melhor assim? Não sei. É claro, minha vida não muda nada com a derrota. Mas também não mudaria com a vitória. Então, sé é pra ficar tudo igual, melhor ficar tudo igual por cima. O problema é que estavam muito por cima, por cima demais. Aí pra descer foi um passo. Um passo não, uns 5 talvez. Uns cinco passos dados por um, só um de lá, contra nenhum dado por cinco, cinco de cá. Arrogância, prepotência, desunião, vaidade, teimosia, preguiça... É talvez tenha sido melhor assim... Ou não. Vejamos o lado bom. Deve ter, deixa eu procurar mais um pouco. Depois eu digo.

domingo, 11 de junho de 2006

Rumual Ékissa!

Canção: Pelas Tabelas
Compositor: Chico Buarque
Intérprete: Roberta Sá
CD: Braseiro (2004)

Ando com minha cabeça já pelas tabelas / Claro que ninguém se importa com minha aflição/ Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela/ Eu achei que era ela puxando o cordão/ Oito horas e danço de blusa amarela/ Minha cabeça talvez faça as pazes assim/ Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas/ Eu pensei que era ela voltando prá mim/ Minha cabeça de noite batendo panelas/ Provavelmente não deixa a cidade dormir/ Quando vi um bocado de gente/ Descendo as favelas/ Eu achei que era o povo que vinha pedir/ A cabeça de um homem que olhava as favelas/ Minha cabeça rolando no Maracanã/ Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas/ Eu jurei que era ela que vinha chegando/ Com minha cabeça já pelas tabelas/ Claro que ninguém se importa...

Copa do Mundo ta aí. Hora do orgulho de ser brasileiro ter motivo. Tempo de esquecer os problemas. Alienação? Foda-se. "Cada gol es un abrazo" Lembrei sim... e lembrei de novo. Já estamos alienados há muito tempo. E quanto a isso não há mais o que falar. Até há, mas quem quer ouvir? Queremos ouvir é o grito de "É campeão!" Infelizmente não dá para você ouvir essa música aqui. Você, não vocês. Aprendi com minha professora de Fundbras que a 3a pessoa no singular é mais eficiente. Fundbras?! Hehe Já que o futebol não vai me dar futuro, tenho que procurar o que dê. Ando com minha cabeça já pelas tabelas. A cidade dorme, eu é que não. Dançando de blusa amarela, minha cabeça talvez faça as pazes assim.

sábado, 27 de maio de 2006

Seguindo pelo mesmo caminho

Canção: Pose
Banda: Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
CD: Gessinger, Licks e Maltz ou Acústico MTV

Realmente, tava na hora de eu escrever alguma coisa aqui. Mas tá falatando inspiração mesmo. Então escrevo o que os outros escreveram por mim. Pelo menos eu gostaria de ter escrito isso. Desafinando o coro dos contentes, mas vendo as flores que nasceram no asfalto. Pra se estar feliz, não faz falta ser feliz. Pra ver o que é bom, não faz falta não enxergar o que é ruim. É através do ruim que a gente sabe o que é bom. A gente pode rir da gente mesmo e pode chorar de ver os outros. Pode tentar mudar ou não. E também pode atrabalhar o que é bom. Cada um com seus problemas. Vamos passear depois do tiroteio pra mostrar que o tiroteio já passou. Sendo a gente e sendo agente. Vou remando contra a corrente, só pra me exercitar. Tentando fazer tudo diferente. O pior é não tentar. Eu tou tentando. Mas tudo também não, alguma coisa dá pra salvar. Basta sair da pose e verificar. Ando rimando em prosa... Qual seria a sigla pra isso? Tem gente que não gosta. Mas, vamos duvidando de tudo que é certo. Todo mundo. Todos juntos. Todos eu sei que não dá, mas sei com quem posso contar. E posso contar. E como já disse o pensador: Viva a mãe do Ronaldinho que ainda não virou refém.
Obs: Acho que ela chegou...

sábado, 20 de maio de 2006

A tristeza é uma forma de egoísmo

Canção: Alegria
Compositores: Assis Valente e Durval Maia
Cantora: Vanessa da Mata
CD: Vanessa da Mata (2002)

"Alegria / Pra cantar a batucada /As morenas vão sambar /Quem samba tem alegria! / Minha gente / Era tristre e amargurada / Inventou a batucada / Pra deixar de padecer / Salve o prazer / Da tristeza não quero saber / A tristeza me faz padecer / Vou deixar a cruel nostalgia / Vou fazer batucada de noite e de dia, vou sambar / Esperando a felicidade / Para ver se eu vou melhorar / Vou cantando , fingindo alegria / Para a humanidade não me ver chorar"

Muita coisa mais importante que eu acontecendo.
Depois de tudo ainda resta esperança?
Depois de tudo ainda resta esperança.

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo)

"Até quando você vai levar cascudo mudo? Muda, muda essa postura. Até quando você vai ficando mudo? Muda que o medo é um modo de fazer censura... Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente. E quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doeça sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro. Na mudança do presente a gente molda o futuro...
Até quando você vai levando porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai ficar de saco de pancada? Até quando você vai levando?"
(Gabriel, o Pensador)