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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Há 7 anos e meio atrás...


Caramba! Tava reorganizando minhas pastas no PC e não acreditei no que achei! Achei que valia a pena publicar

FELIZ ANO NOVO!
É, Acabou! Acabou o ano e acabou nossa passagem pelo CPII. E eu fiquei pensando numa maneira de desejar um feliz ano novo para todos e mostrar o quanto foi importante para mim essa trajetória. Bom, falar um a um não dá, não há saliva que agüente. Além do mais eu sabia que se eu fosse falar alguma coisa, iria sair tudo errado. Então, resolvi escrever, que é o que melhor eu sei fazer. Mas escrever o quê, se eu não sou nenhum poeta como o Alan ou o Daniell (né, Sara?), por exemplo.Decidi escrever o que viesse na minha cabeça, nada mais, nada menos (afinal nada melhor do que dizer o que está em nossa mente para dizer o que a gente pensa, né?).E é isso que estou fazendo.Primeiro, gostaria de dizer que todos vocês, todos mesmo, foram, são e serão muito importantes em minha vida, pois fizeram parte dos melhores anos dela, fizeram parte da minha formação como pessoa e se eu sou o que sou hoje, muito devo a cada um de vocês (a culpa é toda sua!). Afinal, entrei no CPII com 7 anos e estou saindo com 18. 11 anos não são 11 dias (que frase manjada, hein?). Alguns eu conheço há esses mesmos 11 anos (e a esses eu agradeço por terem me acompanhado e me aturado durante todo esse tempo). Outros eu conheço há 9, 7, 6, 5, 3 anos ou simplesmente há alguns meses, o que não quer dizer que também não sejam importantes para mim, também são.O que eu levo acima de tudo dos anos que passei neste colégio, são vocês, pois se o CPII tem o nome que tem, deve-se aos seus alunos, e se dizem que o Colégio Pedro II tem alma, é porque os alunos do CPII tem alma, e uma alma que ama este colégio (apesar de alguns não honrarem este amor). Nunca esqueçam que “nós levamos nas mãos o futuro de uma grande e brilhante nação”.As coisas mais importantes que aprendi neste colégio, eu não aprendi com a Analice, com as Adrianas, os Sérgios, as Patrícias, a Gláucia, a Eliane, o Adérito, a Cida, a Mônica, a Luiza Helena, a Guacira, o Alex, a Emi Liana, a Alzira, a Sílvia, a Danielle, a Cláudia ou com o Pedro. E muito menos com a Penha Júlia, o Seabra, a Esther, a Noemi ou com o Chiquinho. Não vou dizer que eles não marcaram a minha trajetória e me ensinaram muito, mas o que de melhor aprendi é que ninguém é feliz sozinho, que devemos respeitar as diferenças e que a amizade é a melhor coisa do mundo. E eu não poderia aprender nada disso sem que tivesse convivido com cada um de vocês. Em nenhum lugar eu poderia conhecer tantas pessoas diferentes, só mesmo em um colégio como o Pedro II. Eu posso estar saindo, mas levo muito do CPII e muito de vocês comigo. Estou indo com a certeza de que estes foram e sempre serão os melhores anos dessa longa vida que tenho pela frente e que todos estarão junto com as minhas melhores lembranças. Muitas coisas boas aconteceram durante esses anos, outras não tão boas (mas foram poucas). E acima de tudo, muitas coisas engraçadas. Coisas que eu nunca esquecerei, pode ter certeza. Quem consegue esquecer os tombos da Glenda ou do Pedro querendo aparecer, os berros da Sara cada vez que via (ou não via) um inseto, a bolada que a Maria deu no inspetor, os choros da Carina, as aulas da Patrícia Botelho, do Pedro, etc.Isso não é um adeus, é apenas um até logo. Um até logo de muitos até logos que ainda vamos dar. Espero realmente que ainda nos encontremos muitas e muitas vezes durante essa nova fase da vida que nos espera. Que todos tenhamos sucesso naquilo que desejarmos fazer e que realizemos todos os nosso desejos. E que o ano de 2005 chegue pelo menos perto das coisas que aconteceram em 2004, que eu espero que tenham sido boas para todos. Para terminar eu só tenho uma coisa a dizer: MUITO OBRIGADO. Ah, e:
PEDRO II TUDO OU NADA?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vem cá? Te conheço?!

- Vem cá, você poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, né?
- Por que tudo depende da coisa? Acho que, na verdade, tudo depende da coisa mesmo...
- Pois é, dependendo da coisa, a gente pode te ajudar... ou não...
- A gente quem?
- Quem é a gente? A gente é muita gente...
- E muita gente assim não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa...
- Sempre depende da coisa...
- Você já disso isso...
- Você também!
- A gente disse, então!
- Justo! E a gente não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, eu já disse!
- Acho que depende da gente...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Quero falar de uma coisa...

Porque hoje eu tou afim de falar da vida. De falar um monte de merda da vida. De fingir que isso não é um blog, de fingir que isso é um blog de adolescente. De falar da minha vida. De falar da vida dos outros. De falar palavrão. De usar pontos para expressar rostos e consoantes para expressar frases inteiras. De mandar kisses e dizer i miss you. De ignorar o fato de que alguém pode ler isso aqui. De falar da sacanagem que é viver. De reclamar da putaria que anda esse mundo. De fingir que não faço parte dele e que também sei ser sacana. De reclamar dos meus pais pros meus amigos, dos meus irmãos pros meus pais. De falar que tou apaixonado. De sofrer as dores de um amor infanto-juvenil! De soltar fogos de artifício via msn. Vontade de repetir as letras finais das palavras e usar caps lock pra gritar CARALHOOOO!!! De planejar métodos de vingança-prato-que-se-come-frio contra os que armaram um plano errado pra minha vida.  Incluindo eu mesmo. Ou de festejar com os que tentaram armar um plano perfeito para ela. Incluindo eu mesmo. Já nem sei o que tou escrevendo. Já nem sei o que quero escrever. Ando lendo Clarice Lispector demais. Na verdade, ano lendo coisa de menos. Ando fazendo coisa de menos. Ando dormindo demais. Ando me preocupando demais. Ou ando me preocupando de menos. Já nem sei. Ando andando de bicicleta. Ando por aí. As vezes só, às vezes muito bem acompanhado. Ando vendendo coisas que não comprei. Ando criando remedios para doenças que são minhas. Para doenças que me curam. PUTA KIU PARIU! Em caps-lock-adolescente. Acho que nunca cresci, acho que cresci rápido demais. Acho que sou muito grande e não tenho muita noção do meu tamanho. Bato braço na lampada na hora de tirar a camisa. Já andei batendo os braços no joelho. Já nem sei se tive braço um dia. Braço me lembra abraço, que me lembra o óbvio, é claro. E me lembra que ando meio sem criatividade. Ou é tanta coisa que quer sair ao mesmo tempo que nada sai. Entope tudo na saída. Ou na entrada. Já não sei. Pois é. Engraçado... Um dia tentei a imparcialidade, a objetividade, a não expressão do ser via a expressão clara de ser quem se é. Às vezes nem eu me entendo. Quem entender o que eu escrevi, me explica depois. Um texto em primeira pessoa, é demais pra mim... Reticências pra vocês!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Retrospectiva 2008

1o dia do ano: Reveillón em Copacabana (pra mim, saldo positivo) seguido de uma tarde/noite vendo Harry Potter com a dona do cafofo (abrigo da galera da Zona Oeste e alguns elementos da Zona Norte)

Férias: descanso humildemente merecido, entre idas ao Centro, algumas idas ao cinema, encontros esporádicos com os amigos, leituras sobre metacognição, uma festa (não-muito) surpresa no cafofo, um aniversário no qual a aniversariante não apareceu e sono... muito sono! Acompanhado das já típicas pedaladas de férias na quinta da Boa Vista! (= saldo positivo)
Um emprego!! Treinamentos e reuniões e o início das aulas em fevereiro (Yes! São Cristóvão = saldo positivo)
Ida a Mangaratiba (=saldo nulo)

Carnaval: Bola Preta, Grupo A e B, Carmelitas, tentativas (mal-sucedidas) de outros blocos e uma esticada até o sábado das campeãs (= saldo positivo) uma despedida sem sentido

Começo do Ano: Entre fundão e praia veremlha, um VII semestre que era uma espera pro começo do fim. Entre espanholas, peruanas, gaúchas, nordestinos, atrizes, "frutos" e não-aulas, (saldo = nulo). Aniversário surpresa! (= saldo positivo), CLAC aos sábados (o dia inteiro no fundão = saldo negativo), um quebra-cabeça de 12 horas, um trabalho como intérprete e reunião monográfica (=saldo positivo) e FÉRIAS!!

Julho = férias - arraiá do bota fora e fuga pra Bs As (férias de verdade!). (= 22 x saldo positivo), ainda que a conta corrente descorde!

Agosto e a volta a rotina (=saldo previamente negativo): Novo emprego (Yes! Méier = saldo positivo)... Volta às aulas. Entre os lits da vida (=saldo negativo), o começo do fim. Alunos muito legais, professores nem tanto... muita gastrite! Encontros pan-americanos, aniversários de uma galera foda e um bota-dentro atrasado (= saldo mais que positivo). Fito Paez e Julieta Venegas (= saldo positivo, porra!!!). Outra ida a Mangaratiba e Ilha Grande (=êta, saldo positivo)... Saídas lepianas (atrasadas, mas saldo positivo)
e uma surpresinha aos 35 do segundo tempo! (saldo mais que positivo!! e partida não-terminada)

E que venha 2009!!! e que venham os inesperados esperados!! e os não-esperados também!
resoluções? poucas... os shows não cumpridos em 2008, tentar resolver mais, fechar licenciatura e MESTRADO!
pois que venha 2009!

domingo, 19 de outubro de 2008

"mudaram as estações, nada mudou"

Clichê. E por quê não?
Saudades de quando a gente era criança, todo mundo e podia fingir que o mundo era perfeito e pequeno. 40 graus, e era dia de brincar... e de brincar de estudar. As vezes, um banho de piscina pra amenizar o calor... ou um pic... pra intensificar... Mas a vida segue... Há vida que segue... A gente cresce, e desaparece, e aparece, e desaparece. Tanta coisa muda e a gente vê que não há mais crianças, que as diferenças também se tornam adultas e tudo fica mais complicado. A gente foge e a gente se esconde. Mas aí vem a vida e dá uma de suas topadas na pedra, e a gente se acha e aí a vida nos mostra (mesmo na ausência dela) que a gente é criança sim, que a gente tem muito de diferente sim, mas ainda resta algo que nos é comum e que nos permite sermos quem somos, onde somos, porque somos, quando somos e se somos, assim só por ser... E aí a gente vê que a gente sem a gente não é nada, não é a gente, nem gente é... e aí a gente vê que tudo muda, mas quem muda a gente? 40 graus... e não há pic, nem piscina... mas tudo aumenta e diminue daqui de baixo.

domingo, 17 de agosto de 2008

FL/UFRJ



créditos: vanessa

Porque era eles. Porque era eu. Porque era nós. Porque somos nós. Porque fomos. Porque seremos. Porque o sistema é maus. Porque minha turma legal é outra. Porque é passado. Porque é presente. Porque é saudades. Porque é esperança. Porque é medo. Porque é lembrança. Porque é preciso. Porque eu preciso. Porque sim.

terça-feira, 1 de julho de 2008

eu falei que viria pra cá...

22:39:57 Diego Thais eu tenho q ver o q vai ser da minha vida semestre que vem... tenho q pensar isso mto bem
22:42:37
Diego Thais mas deixo isso pra depois
22:42:44
Diego Thais primeiro terminemos esse! hehe
22:43:12
Thais Diego amanhã nóis proseia sobre esse assunto
22:44:45 Thais Diego
e vc é um cara muito inteligente, vai tirar de letra!!
22:44:56 Diego Thais e a paz?????
22:44:58 Diego Thais hehe
22:45:23 Thais Diego
a paz vc encontra em 2009


Meta para 2009: encontrar a paz!

sábado, 24 de maio de 2008

Nem só de pão vive o homem...




Porque ó Bebeto. Porque somos nós. Porque a gente tava afim. Porque ela vai derrubar o copo d'água. Porque o Bebeto se amarrou. Porque achamos que seria nada original. Porque é o youtube. Porque quem não chora não mama. Porque sim!

quinta-feira, 20 de março de 2008

22

Ah! Eu tou maluco... Ah! Eu tou maluco... Dois patinhos na Lagoa! Bingoooo!!! Mais um ano... Um ano mais. E? E? E... nada! Prêmio? Só de consolação. Pela participação, talvez. Ou com certeza? O que é isso? Diga você... O que é isso? Vai saber... É tudo ou nada? Ou nada? Já faz tempo... Quanto tempo! Tempo, tempo, tempo, tempo... Quanto tempo o tempo tem? Vai saber... Vou saber? Eu não sei... Quem sabe? Dia e noite, noite e dia... Madrugada! Ah... a madrugada! 22. E ainda tem mais. 44? 55? 66? 77? Mais? Menos? Vezes? Dividir é multiplicar... E gentileza gera gentileza. amor, perfeição, beleza... Viva o profeta! Viva as profecias! Viva o futuro! Viva o futuro. E o presente? Nem desembrulho que é pra não estragar... O ferro tá quente... A chapa tá quente! Passa... passou... tá passado! Quem passou? Me prefiro em prosa, mas sou mais eu em poesia. E quem sou eu? 22! Tá maluco, tá doidão... Divaga... De vaga. Em vaga. 22. E mais? Quanto mais? Deixa pra lá! Let's talk! Let's talk! Deixa pra lá... Senta aqui. Vamos jogar? Vamos brincar? Vamos cantar? E mais? 22. Parabéns! Ah? Ah tá. 22!! Bom, sei lá... Quem vai? Quem foi? "Eu sou o que vocês são". Bom, sei lá... É Big! É Big! É grande mesmo... O silêncio é a manifestação da indiferença... E o presente? Vela? Vê lá, hein? Vou sim... Vai você!!! É a mãe! É a tua! Filho da Rua!!! 22, deixa pra lá... Eu sou eu, e quem vai? Vamos lá... Buenas! Boas! Good! Buenos... Good Luck! Marx, Cristo, Freire, Vygotsky, Gandhi, Einstein, Nietzche, Assis... 22! 23, 24, 25... Boa! Vai, mas... Deixa pra lá! Melhor parar. Senta aqui... let's talk! Fui...

Canção: De onde vem a calma
Grupo: Los Hermanos
Compositor: Marcelo Camelo
CD: Ventura (2005)

domingo, 30 de dezembro de 2007

Retrospectiva 2007:

Primeiro dia do Ano: fogos em Copacabana, um show solitário à contra-gosto do Black Eyed Peas, encontro com os amigos, chuva, muita chuva, um reggae imaginário e caminhada na praia e chuva, muita chuva. Começo do ano de típicas férias: Idas ao cinema, pedaladas na Quinta da Boa Vista, alguns encontros com os amigos, longas horas de sono, 24 horas, Lost, longas horas de sono, idas ao cinema, pedaladas na Quinta da Boa Vista, Estágio, longas horas de Internet e, claro, longas horas de sono... Carnaval: uma derrota de 4x1 pro Madureira em Bangu, praia, desfile pela TV e terça-feira na Sapucaí. Tuiuti quase sobe mais uma vez e e a Mangueira (?!)

Retrospectiva 2007 (Como dizem que no Brasil, o ano só começa mesmo depois do Carnaval): Muitas partidas de sueca. Buraco deixado definitivamente de lado; Novos amigos; Velhos novos amigos (= saldo sempre positivo); Gente indo e gente chegando; Uma matéria trancada, mas já recuperada (= saldo nulo); Uma semana em Belém (a melhor semana do ano, seguramente); voluntário do Pan; muitos pensamentos; decisões precisas; Aulas de Inglês (Yes e CLAC) e Violão (firme e forte); Raros encontros anuais (= saldo negativo); Boliche, pizzarias e feijoada de ex-alunos; Um arraiá; Despedida da Fiocruz; 2 turmas de alunos e um início de carreira (= saldo positivo); Sextas-feiras (= saldo nulo); Idas ao Cafofo; Mangue; BDP; Uma noite drástica de último show; Poucas idas ao cinema e poucos cds comprados (= saldo negativo); Terças e Quintas na Praia Vermelha (renovação pra seguir em frente); Fim mesmo só em 2009 (!); Engenheiros do Hawaii (= saldo positivo) poucas horas de sono, cansaço filha da puta (= saldo negativo); muitos, mas muitos trabalhos; férias (?); Dois dias em Mangaratiba; Natal (na mais pura normalidade); gripe e...

Saldo final = positivo
Um ano realmente diferente. Chegadas e despedidas. Encontros e Desencontros. Mudanças de postura; e decisões por agora, definitivas. “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo (Gabriel, o Pensador)”.

Planejamento para 2008: Um emprego!!! Muito dinheiro!!! Melhor organização dos meus horários (!), achar o CD novo do Pato Fu, um show do Paralamas, um da Marisa Monte e um da Roberta Sá (claro, se vier o dinheiro); CONHECER O RJ; mais encontros anuais!; descansar, descansar pra caralho!!!!! Seguir o meu caminho “sem ligar pro que me aconteceu [...] e fazer tudo o que eu queria fazer (Rita Lee)”. E claro, mudar o mundo!!!

domingo, 25 de novembro de 2007

Irreais... Expectativas desleais

Depois do passado, vem o presente. Essa talvez seja uma das frases mais óbvias já escritas por aqui. E depois do presente, o que vem? Vem o futuro, é claro! Mas aí ele já não é presente? Deixo a obviedade de lado. Ou não? Bom, chegada a conclusão de que o futuro nunca vem, a busca é pelo passado. Onde se dá o limite entre passado e presente? Quando o presente vira passado e quando o passado ainda é presente? Talvez haja pontos de interrogações demais nesse início de texto. Vamos às exclamações! Uma já foi... Vendo o Passado, se percebe o quanto as pessoas gostam de tornar a vida mais problemática do que ela já é. Pra que facilitar se se pode complicar? Se o futuro nunca chega, e o passado nunca sai, aonde entra o presente? No Natal, diria um comediante sem graça. No Aniversário eu responderia... O que leva uma pessoa sem nada pra dizer a dizer coisas que são nada? Não se sabe a resposta, mas o fato de saber a pergunta já é um começo. Voltando a vida, a busca é pelo facilitamento. Pelo enfrentamento do complicado. Pelo livramento dos problemas. Pelo não cumprimento do alheio. Pela autonomia do ser. Toda expectativa é desleal. Se a expectativa tá no futuro e o futuro nunca chega... Irreais! Se há os dependentes e os dependidos; e o aparte? Boa Sorte!

Canção: Boa Sorte / Good Luck
Cantores: Vanessa Da Mata e Ben Harper
Composição: Vanessa da Mata
CD: Sim (2007)

Tudo o que quer de mim/Irreais/Expectativas/Desleais

domingo, 18 de março de 2007

"Meus 20 anos de boy, that's over baby. Freud explica..."

Ainda na técnica Ctrl+V/Ctrl+C. Postagens antigas, unidas e revisitadas:

Quanto tempo faz? Acho q já são 3 anos, né? É, bastante tempo. Muitas coisas acontecem em 3 anos, assim como nada pode acontecer. Me lembro de que dizia que não havia amigos, mas sim colegas. Isso porque a vida mostraria quem eram meus amigos, eu dizia. Um pouco pra sacanear mesmo, um pouco porque acreditava, um pouco, nisso. O que a vida me mostrou? Isso já não importa mais! É engraçado como o tempo passa, e muita coisa passa por ele. E muita coisa passa com ele. Hoje, levo em mim a consciência de que os melhores anos de minha vida acabaram. Há algum tempo. E muita coisa acabou com eles. E muita coisa acabou com eles. Lembranças do tempo de escola... de um colégio que não foi só um colégio, foi uma Escola, com "gente de verdade". "Um bom exemplo de bondade e respeito". Saudades de não gostar de física e saber que isso em nada afetaria minha vida, de não gostar de algo e não se importar com isso. De saber que ainda faltava muito pra tomar um rumo na vida. De dar bolada de tênis em cara de inspetor, de quebrar o dedo dos outros, de fugir da professora de Química, de rir do tombo dos outros, de se entupir de Guaraxí, de brincar de guerra de água e ir pra Direção todo molhado só pra fazer companhia a quem foi pego. "Um bom exemplo de bondade e respeito". E de rir de tudo isso todo recreio sentado no refeitório, sentado no banco redondo do pátio, sentado na arquibancada ou de pé jogando totó. "Habilidade é o que lhe falta". Essa frase tem dona, mas apropriei-me dela. Não só eu, mas um bando aí. Convivência dá nisso. Palavras perdem sentidos e frases perdem seus donos. Que o digam a mesa de totó do Viriato e o ventilador que não girava. "Eu sou eu e cada um é uma pessoa"... O totó não tem mais, o colégio não tem mais, a professora de química não tem mais, bola de tênis não tem mais, não tem mais tombos e não tem mais Guaraxí, não teve guerra de água... Os mesmos de antes não tem mais. Ainda assim “nada vai desmerecer tudo que ainda somos, toda a certeza que supomos. Mas a vida lá fora, tá chamando agora. E não demora! Quem dá mais? Na falta que a falta faz.” A falta que a falta faz ou a falta que a falta fez? Ou a falta do que fazer? E agora? Será que eu devia estar fazendo um filme? Vejo que o futuro não está tão distante assim. Não gostar e se preocupar com isso. Ainda acho graça de coisa sem graça e ainda rio lembrando de certas coisas, como um simples jogo de baralho, conversas esquisitas, observações inadequadas... Os mesmos de antes não tem mais... Mas tem cartas de baralho, canções mal cantadas, aulas bem matadas, poemas de lulu e gente estranha pra notar. Coisas novas pra gostar e não gostar. Tem gente nova! Já não tão nova assim. Nem deu tempo de chamar de colegas, quando vi já era amigo. "O sistema é maus, mas minha turma é legal!" Talvez o futuro ainda esteja distante, talvez o passado esteja mais perto. Talvez não seja o fim do mundo: "O fim do mundo já passou!" Talvez preocupar-se seja pré ocupar-se por não ter ocupação. Então vamos nos ocupar! Quem dá as cartas? Eu dou as cartas? Você corta! E me movimento, tentando apenas manterme no jogo. O porquê disso aqui? Pô, sei lá! Desculpe se fui inconveniente! Talvez seja a síndrome do estudante de letras, ou a convivência com os estudantes do terceiro gênero que habitam aquela faculdade! É, tenho que tomar cuidado... Mas era preciso dizer que percebi que aquilo acabou, e outras coisas começaram, mas que todos que por ventura aqui se sintam citados marcaram os melhores e os subsequentes anos de minha vida, não só marcaram, pertenceram a eles, produziram eles. E a certeza disso nunca acabará. Assim como espero que nunca acabemos, os velhos e os novos, e que se esses e os próximos não são ou serão os melhores, que sejam o melhor que possam ser. "Quero viver a minha vida em paz. Quero um milhão de amigos. Quero irmãos e irmãs"."Não vão embora daqui, eu sou o que vocês são, não solta da minha mão, não solta da minha mão..."

Citações: Chão de Giz (Zé Ramalho)/Vamos fazer um Filme (Renato Russo)/A falta que a falta faz (Jay Vaquer)/De onde vem a calma (Marcelo Camelo)

Canção: Evebody's Changing
Composição: Hughes/Rice-Oxley/Tom Chaplin/Sanger
Grupo: Keane
CD: Hopes and Fears (2004)

"So little time/Try to understand that I'm/Trying to make a move just to stay in the game/I try to stay awake and remember my name/But everybody's changing and I don't feel the same"

sábado, 10 de março de 2007

Eu sou o que vocês são ( Não solta da minha mão)

Dia e noite, noite e dia, eu penso: Olha só, que cara estranho que chegou, parece não achar lugar no corpo em que Deus lhe encarnou. Tropeça a cada quarteirão, não mede a força que já tem, exibe à frente o coração que não divide com ninguém. Tem tudo sempre às suas mãos, mas leva a cruz um pouco além, talhando feito um artesão, a imagem de um rapaz de bem. Olha ali, quem tá pedindo aprovação. Não sabe nem pra onde ir se alguém não aponta a direção. Periga nunca se encontrar. Será que ele vai perceber que foge sempre do lugar deixando o ódio se esconder? Talvez se nunca mais tentar viver o cara da TV que vence a briga sem suar e ganha aplausos sem querer...
Dia e noite, noite e dia, eu penso: De onde vem a calma daquele cara? Ele não sabe ser melhor, viu? Como não entende de ser valente, ele não saber ser mais viril. Ele não sabe não, viu? Às vezes dá como um frio. É o mundo que anda hostil, o mundo todo é hostil. De onde vem o jeito tão sem defeito que esse rapaz consegue fingir? Olha esse sorriso tão indeciso, tá se exibindo pra solidão. Faz parte desse jogo dizer ao mundo todo que só conhece o seu quinhão ruim. É simples desse jeito quando se encolhe o peito e finge não haver competição. É a solução de quem não quer perder aquilo que já tem e fecha a mão pro que há de vir.
Espera que eu não terminei. Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom. Daqui não, eu vivo a vida na ilusão entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares, vou. O tempo voa e quando vê, já foi e eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor. Eu que já não sou assim muito de ganhar, junto as mãos ao meu redor. Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz. Levo assim, calado, de lado do que sonhei um dia como se a alegria recolhesse a mão pra não me alcançar. Poderia até pensar que foi tudo um sonho, ponho o meu sapato novo e vou passear sozinho, como der, eu vou até a beira.
Não vão embora daqui, eu sou o que vocês são, não solta da minha mão, não solta da minha mão. Sobre estar só eu sei nos mares por onde andei devagar, dedicou-se mais o acaso a se esconder, e agora o amanhã, cadê? Fingi na hora rir. Fingindo ser o que eu já sou. Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus. Pode rir agora que o fio da maldade se enrola. Pois é de Deus tudo aquilo que não se pode ver.
É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final. Não me entenda aqui por mal. Não sou tão só assim. Eu que controlo o meu guidom! Com ou sem suín-. Fingindo ser o que eu já sou, mesmo sem me libertar eu vou. Eu não vou mudar não, eu vou ficar são mesmo se for só. Não vou ceder. Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim e no final, assim calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim. Pra que mudar? É bom, às vezes, se perder sem ter porque, sem ter razão. É um dom saber envaidecer por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também. Para que minha vida siga adiante. Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Enquanto isso, navegando eu vou sem paz. Sem ter um porto, quase morto, sem um cais. Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão. Nesta espera o mundo gira em linhas tortas. Canto que é de canto que eu vou chegar. Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro. De que vale ser aqui onde a vida é de sonhar? Liberdade! Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz! Então, clausura que um dia sufocou minha alegria, há de ser o que morreu. Indo embora, deixo-te um adeus.

(Marcelo Camelo, recortado e colado)

Canção: De onde vem a calma
Compositor: Marcelo Camelo
Banda: Los Hermanos
CD: Ventura (2005)

sábado, 22 de julho de 2006

Teorema da Amizade (ou o melhor de você)

Parece que por essa semana foi o Dia do Amigo. Realmente, eu não sou bom para essas datas. Como já passou e eu não me lembrei, ao invés de botar mensagens bonitas de poetas (não tão) famosos, resolvi postar uma parada mais interessante:
TEOREMA DA AMIZADE:
Se duas pessoas são amigas, por exemplo, Ana e Bernardo, isso quer dizer que Ana é amiga de Bernardo e Bernardo é amigo de Ana. É o princípio da reciprocidade que rege qualquer amizade. O que é interessante é que em qualquer grupo de seis pessoas que você conheça, sempre existem três delas que 1) se conhecem mutuamente ou 2) Não se conhecem mutuamente.
Pode parecer difícil perceber a complexidade do que está sendo dito aqui. Faça o seguinte: marque seis pontos em uma folha de papel. Esses pontos representarão as pessoas. Para facilitar coloque uma espécie de ponto central e os outros cinco formando uma espécie de semi-círculo. Nomeie os pontos aleatoriamente. Se duas pessoas se conhecem, trace uma linha vermelha ligando-as, se não se conhecem trace uma linha azul. Qualquer que seja seu diagrama sempre haverá um triângulo de uma mesma cor, no mínimo.
*Adaptado de Ciência Hoje, vol.38, n°228

Bom, essa é minha homenagem aos meus amigos que aqui não serão citados. Caso vc considere que isso aqui foi escrito para vc, podes crer que foi! E pra celebrar, que tal pensar? É tudo questão de ponto de vista. Não me levem a mal...

Canção
: Best Of You
Banda: Foo Fighters
CD: In Your Honor (CD1 Rock) (2005)