Departamentos:

Mostrando postagens com marcador ninguém. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ninguém. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de outubro de 2008

"mudaram as estações, nada mudou"

Clichê. E por quê não?
Saudades de quando a gente era criança, todo mundo e podia fingir que o mundo era perfeito e pequeno. 40 graus, e era dia de brincar... e de brincar de estudar. As vezes, um banho de piscina pra amenizar o calor... ou um pic... pra intensificar... Mas a vida segue... Há vida que segue... A gente cresce, e desaparece, e aparece, e desaparece. Tanta coisa muda e a gente vê que não há mais crianças, que as diferenças também se tornam adultas e tudo fica mais complicado. A gente foge e a gente se esconde. Mas aí vem a vida e dá uma de suas topadas na pedra, e a gente se acha e aí a vida nos mostra (mesmo na ausência dela) que a gente é criança sim, que a gente tem muito de diferente sim, mas ainda resta algo que nos é comum e que nos permite sermos quem somos, onde somos, porque somos, quando somos e se somos, assim só por ser... E aí a gente vê que a gente sem a gente não é nada, não é a gente, nem gente é... e aí a gente vê que tudo muda, mas quem muda a gente? 40 graus... e não há pic, nem piscina... mas tudo aumenta e diminue daqui de baixo.

quinta-feira, 20 de março de 2008

22

Ah! Eu tou maluco... Ah! Eu tou maluco... Dois patinhos na Lagoa! Bingoooo!!! Mais um ano... Um ano mais. E? E? E... nada! Prêmio? Só de consolação. Pela participação, talvez. Ou com certeza? O que é isso? Diga você... O que é isso? Vai saber... É tudo ou nada? Ou nada? Já faz tempo... Quanto tempo! Tempo, tempo, tempo, tempo... Quanto tempo o tempo tem? Vai saber... Vou saber? Eu não sei... Quem sabe? Dia e noite, noite e dia... Madrugada! Ah... a madrugada! 22. E ainda tem mais. 44? 55? 66? 77? Mais? Menos? Vezes? Dividir é multiplicar... E gentileza gera gentileza. amor, perfeição, beleza... Viva o profeta! Viva as profecias! Viva o futuro! Viva o futuro. E o presente? Nem desembrulho que é pra não estragar... O ferro tá quente... A chapa tá quente! Passa... passou... tá passado! Quem passou? Me prefiro em prosa, mas sou mais eu em poesia. E quem sou eu? 22! Tá maluco, tá doidão... Divaga... De vaga. Em vaga. 22. E mais? Quanto mais? Deixa pra lá! Let's talk! Let's talk! Deixa pra lá... Senta aqui. Vamos jogar? Vamos brincar? Vamos cantar? E mais? 22. Parabéns! Ah? Ah tá. 22!! Bom, sei lá... Quem vai? Quem foi? "Eu sou o que vocês são". Bom, sei lá... É Big! É Big! É grande mesmo... O silêncio é a manifestação da indiferença... E o presente? Vela? Vê lá, hein? Vou sim... Vai você!!! É a mãe! É a tua! Filho da Rua!!! 22, deixa pra lá... Eu sou eu, e quem vai? Vamos lá... Buenas! Boas! Good! Buenos... Good Luck! Marx, Cristo, Freire, Vygotsky, Gandhi, Einstein, Nietzche, Assis... 22! 23, 24, 25... Boa! Vai, mas... Deixa pra lá! Melhor parar. Senta aqui... let's talk! Fui...

Canção: De onde vem a calma
Grupo: Los Hermanos
Compositor: Marcelo Camelo
CD: Ventura (2005)

domingo, 25 de novembro de 2007

Irreais... Expectativas desleais

Depois do passado, vem o presente. Essa talvez seja uma das frases mais óbvias já escritas por aqui. E depois do presente, o que vem? Vem o futuro, é claro! Mas aí ele já não é presente? Deixo a obviedade de lado. Ou não? Bom, chegada a conclusão de que o futuro nunca vem, a busca é pelo passado. Onde se dá o limite entre passado e presente? Quando o presente vira passado e quando o passado ainda é presente? Talvez haja pontos de interrogações demais nesse início de texto. Vamos às exclamações! Uma já foi... Vendo o Passado, se percebe o quanto as pessoas gostam de tornar a vida mais problemática do que ela já é. Pra que facilitar se se pode complicar? Se o futuro nunca chega, e o passado nunca sai, aonde entra o presente? No Natal, diria um comediante sem graça. No Aniversário eu responderia... O que leva uma pessoa sem nada pra dizer a dizer coisas que são nada? Não se sabe a resposta, mas o fato de saber a pergunta já é um começo. Voltando a vida, a busca é pelo facilitamento. Pelo enfrentamento do complicado. Pelo livramento dos problemas. Pelo não cumprimento do alheio. Pela autonomia do ser. Toda expectativa é desleal. Se a expectativa tá no futuro e o futuro nunca chega... Irreais! Se há os dependentes e os dependidos; e o aparte? Boa Sorte!

Canção: Boa Sorte / Good Luck
Cantores: Vanessa Da Mata e Ben Harper
Composição: Vanessa da Mata
CD: Sim (2007)

Tudo o que quer de mim/Irreais/Expectativas/Desleais

sábado, 16 de junho de 2007

A gente quer ter voz ativa pro nosso destino mandar...

Há algum tempo, pouco na verdade, percebi o quão pouco dono de minha vida sou, se é que sou um pouco... Vi as coisas acontecendo e não pude fazer nada para impedir nada ou pra ao menos recuperar os danos... É, voltei as postagens autorais, talvez a mais de todas. Deve ser o efeito da sexta-feira ou pq a gente tarda a conceber as coisas. Só percebemos o que concebemos ou concebemos o que percebemos? Pense nisso... Eu não sei, sei que foi tudo muito complicado, é tudo muito complicado, e não sei porque. Não sei por que as coisas acontecem. Não entendo o mundo onde vivo. Não sei nem se vivo... Não gosto disso, de ficar explanando pensamentos em vão. Mas do jeito que as coisas andam... o que não seria em vão? Não sei... Engraçado, não foi só uma noite (ou meia-noite)... foi td o que veio depois dela... que veio junto com ela... Não tá entendendo? Não é pra entender... nem eu... Deus? Acho que ele não tem nada a ver com isso, não. Nossa relação é um tanto quanto específica... Acredito nele, pelo que acredito. E acho que seu filho, filho dele ou não, foi o cara mais foda que já existiu... (ou que já houve?) veio pra mudar o mundo, mas é difícil entender... Atire a primeira pedra... Falo e me ouve e tento ouvir. É estranho, é tudo mto estranho... Se deus não existe? Isso pra mim não importa mais... Vc acredita em tantas coisas que não existem e nem sabe... é a matriz, meu camarada, a matriz, o céu de baunilha, os concursos de beleza... Voto de silêncio? Adiantou... "O silêncio é a manifestação da indiferença", já disse alguém uma vez... Mas, sei lá... é tudo muito estranho, e começo a entender as coisas, poucas na verdade... aquela, na verdade... Não sei da vida, das vidas, da morte... Mas, cara, pensa só... No quase fim de tudo, eu vi a esperança, eu estava sem óculos, é verdade, mas vi... ao apagar a luz, eu vi... Tava lá, "geral fudido", mas tava lá, todo (o) mundo, se apertando, se ajeitando, se confortando (ou desconfortando), se acompanhando... mesmo na pior das horas... ou seria porque era a pior das horas... Sei lá... sei que não sou eu que controlo o meu guidom, quem controla eu não sei... vou de carona e busco quem possa vir comigo... Mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá.

Canção: Roda Viva
Compositor: Chico Buarque
Cantores: Chico Buarque e Fernanda Porto

Tem dias que a gente se sente/Como quem partiu ou morreu/A gente estancou de repente/Ou foi o mundo então que cresceu/A gente quer ter voz ativa/No nosso destino mandar/Mas eis que chega a roda viva/E carrega o destino prá lá ...

domingo, 18 de março de 2007

"Meus 20 anos de boy, that's over baby. Freud explica..."

Ainda na técnica Ctrl+V/Ctrl+C. Postagens antigas, unidas e revisitadas:

Quanto tempo faz? Acho q já são 3 anos, né? É, bastante tempo. Muitas coisas acontecem em 3 anos, assim como nada pode acontecer. Me lembro de que dizia que não havia amigos, mas sim colegas. Isso porque a vida mostraria quem eram meus amigos, eu dizia. Um pouco pra sacanear mesmo, um pouco porque acreditava, um pouco, nisso. O que a vida me mostrou? Isso já não importa mais! É engraçado como o tempo passa, e muita coisa passa por ele. E muita coisa passa com ele. Hoje, levo em mim a consciência de que os melhores anos de minha vida acabaram. Há algum tempo. E muita coisa acabou com eles. E muita coisa acabou com eles. Lembranças do tempo de escola... de um colégio que não foi só um colégio, foi uma Escola, com "gente de verdade". "Um bom exemplo de bondade e respeito". Saudades de não gostar de física e saber que isso em nada afetaria minha vida, de não gostar de algo e não se importar com isso. De saber que ainda faltava muito pra tomar um rumo na vida. De dar bolada de tênis em cara de inspetor, de quebrar o dedo dos outros, de fugir da professora de Química, de rir do tombo dos outros, de se entupir de Guaraxí, de brincar de guerra de água e ir pra Direção todo molhado só pra fazer companhia a quem foi pego. "Um bom exemplo de bondade e respeito". E de rir de tudo isso todo recreio sentado no refeitório, sentado no banco redondo do pátio, sentado na arquibancada ou de pé jogando totó. "Habilidade é o que lhe falta". Essa frase tem dona, mas apropriei-me dela. Não só eu, mas um bando aí. Convivência dá nisso. Palavras perdem sentidos e frases perdem seus donos. Que o digam a mesa de totó do Viriato e o ventilador que não girava. "Eu sou eu e cada um é uma pessoa"... O totó não tem mais, o colégio não tem mais, a professora de química não tem mais, bola de tênis não tem mais, não tem mais tombos e não tem mais Guaraxí, não teve guerra de água... Os mesmos de antes não tem mais. Ainda assim “nada vai desmerecer tudo que ainda somos, toda a certeza que supomos. Mas a vida lá fora, tá chamando agora. E não demora! Quem dá mais? Na falta que a falta faz.” A falta que a falta faz ou a falta que a falta fez? Ou a falta do que fazer? E agora? Será que eu devia estar fazendo um filme? Vejo que o futuro não está tão distante assim. Não gostar e se preocupar com isso. Ainda acho graça de coisa sem graça e ainda rio lembrando de certas coisas, como um simples jogo de baralho, conversas esquisitas, observações inadequadas... Os mesmos de antes não tem mais... Mas tem cartas de baralho, canções mal cantadas, aulas bem matadas, poemas de lulu e gente estranha pra notar. Coisas novas pra gostar e não gostar. Tem gente nova! Já não tão nova assim. Nem deu tempo de chamar de colegas, quando vi já era amigo. "O sistema é maus, mas minha turma é legal!" Talvez o futuro ainda esteja distante, talvez o passado esteja mais perto. Talvez não seja o fim do mundo: "O fim do mundo já passou!" Talvez preocupar-se seja pré ocupar-se por não ter ocupação. Então vamos nos ocupar! Quem dá as cartas? Eu dou as cartas? Você corta! E me movimento, tentando apenas manterme no jogo. O porquê disso aqui? Pô, sei lá! Desculpe se fui inconveniente! Talvez seja a síndrome do estudante de letras, ou a convivência com os estudantes do terceiro gênero que habitam aquela faculdade! É, tenho que tomar cuidado... Mas era preciso dizer que percebi que aquilo acabou, e outras coisas começaram, mas que todos que por ventura aqui se sintam citados marcaram os melhores e os subsequentes anos de minha vida, não só marcaram, pertenceram a eles, produziram eles. E a certeza disso nunca acabará. Assim como espero que nunca acabemos, os velhos e os novos, e que se esses e os próximos não são ou serão os melhores, que sejam o melhor que possam ser. "Quero viver a minha vida em paz. Quero um milhão de amigos. Quero irmãos e irmãs"."Não vão embora daqui, eu sou o que vocês são, não solta da minha mão, não solta da minha mão..."

Citações: Chão de Giz (Zé Ramalho)/Vamos fazer um Filme (Renato Russo)/A falta que a falta faz (Jay Vaquer)/De onde vem a calma (Marcelo Camelo)

Canção: Evebody's Changing
Composição: Hughes/Rice-Oxley/Tom Chaplin/Sanger
Grupo: Keane
CD: Hopes and Fears (2004)

"So little time/Try to understand that I'm/Trying to make a move just to stay in the game/I try to stay awake and remember my name/But everybody's changing and I don't feel the same"

sábado, 10 de março de 2007

Eu sou o que vocês são ( Não solta da minha mão)

Dia e noite, noite e dia, eu penso: Olha só, que cara estranho que chegou, parece não achar lugar no corpo em que Deus lhe encarnou. Tropeça a cada quarteirão, não mede a força que já tem, exibe à frente o coração que não divide com ninguém. Tem tudo sempre às suas mãos, mas leva a cruz um pouco além, talhando feito um artesão, a imagem de um rapaz de bem. Olha ali, quem tá pedindo aprovação. Não sabe nem pra onde ir se alguém não aponta a direção. Periga nunca se encontrar. Será que ele vai perceber que foge sempre do lugar deixando o ódio se esconder? Talvez se nunca mais tentar viver o cara da TV que vence a briga sem suar e ganha aplausos sem querer...
Dia e noite, noite e dia, eu penso: De onde vem a calma daquele cara? Ele não sabe ser melhor, viu? Como não entende de ser valente, ele não saber ser mais viril. Ele não sabe não, viu? Às vezes dá como um frio. É o mundo que anda hostil, o mundo todo é hostil. De onde vem o jeito tão sem defeito que esse rapaz consegue fingir? Olha esse sorriso tão indeciso, tá se exibindo pra solidão. Faz parte desse jogo dizer ao mundo todo que só conhece o seu quinhão ruim. É simples desse jeito quando se encolhe o peito e finge não haver competição. É a solução de quem não quer perder aquilo que já tem e fecha a mão pro que há de vir.
Espera que eu não terminei. Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom. Daqui não, eu vivo a vida na ilusão entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares, vou. O tempo voa e quando vê, já foi e eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor. Eu que já não sou assim muito de ganhar, junto as mãos ao meu redor. Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz. Levo assim, calado, de lado do que sonhei um dia como se a alegria recolhesse a mão pra não me alcançar. Poderia até pensar que foi tudo um sonho, ponho o meu sapato novo e vou passear sozinho, como der, eu vou até a beira.
Não vão embora daqui, eu sou o que vocês são, não solta da minha mão, não solta da minha mão. Sobre estar só eu sei nos mares por onde andei devagar, dedicou-se mais o acaso a se esconder, e agora o amanhã, cadê? Fingi na hora rir. Fingindo ser o que eu já sou. Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus. Pode rir agora que o fio da maldade se enrola. Pois é de Deus tudo aquilo que não se pode ver.
É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final. Não me entenda aqui por mal. Não sou tão só assim. Eu que controlo o meu guidom! Com ou sem suín-. Fingindo ser o que eu já sou, mesmo sem me libertar eu vou. Eu não vou mudar não, eu vou ficar são mesmo se for só. Não vou ceder. Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim e no final, assim calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim. Pra que mudar? É bom, às vezes, se perder sem ter porque, sem ter razão. É um dom saber envaidecer por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também. Para que minha vida siga adiante. Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Enquanto isso, navegando eu vou sem paz. Sem ter um porto, quase morto, sem um cais. Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão. Nesta espera o mundo gira em linhas tortas. Canto que é de canto que eu vou chegar. Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro. De que vale ser aqui onde a vida é de sonhar? Liberdade! Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz! Então, clausura que um dia sufocou minha alegria, há de ser o que morreu. Indo embora, deixo-te um adeus.

(Marcelo Camelo, recortado e colado)

Canção: De onde vem a calma
Compositor: Marcelo Camelo
Banda: Los Hermanos
CD: Ventura (2005)

sábado, 28 de outubro de 2006

Da Estrada de Santos pra Infinita Highway (ou é tudo a mesma coisa)

Sexta Feira. Dia Internacional da Postagem. Pra mim. De novo. Sexta-feira de merda. A gente sempre acha que a sexta dos outros é melhor que a nossa. Daí vem o sábado, e o domingo, e a segunda, e a terça, e os outros dias da semana. A Shakira (!) não pede que todas suas sextas sejam de festa. Tampoco yo lo hago. Pero... A gente segue no emsmo* rumo, pelas curvas da estrada de Santos ou nas entrelinhas do horizonte dessa Highway. É tudo a mesma coisa, é tudo o mesmo caminho. uma é sequência da outra. Boa pedida pruma sexta-feira. 9h15: assistir Cilada, no Multishow. Isso é que é programa de televisão. Valorizo o meu riso, piada pra mim tem que ser boa. Daí, às 11hs vem Minha nada mole vida. Mas hoje fui obrigado a ver a nada mole vida dos candidatos à presidência e a continuidade da nada mole vida do povo brasileiro. Não há opções, não há lados diferentes nessa disputa. Voto encolhendo o dedo, escolhendo o menos pior segundo algumas convicções minhas. Foda-se o Brasil, ele já tá fudido memso*. A esperança venceu o medo, mas a luta foi cansativa e ela morreu algum tempo depois. A esperança é a última que morre (e é vesga!). Então, já tá tudo morto (ou morrido). Daqui a quatro anos ela volta tipo Fênix (Ave, Fênix!), pra morrer algum tempo depois, mais uma vez. Já diria Ana Carolina "É isso aí...". Acabei de descobrir que a batatinha quando nasce não se esparrama pelo chão, mas sim espalha rama pelo chão. Prum dia desses, nada melhor que ouvir Engenheiros do Hawaii. Bom pra pensar, bom pra escutar, bom pra quem quiser sorrir, bom pra quem quiser chorar. Continuando na metáfora do rei...

Canção: Infinita Highway
Banda: Engenheiros do Hawaii
Compositor: Humberto Gessinger

Essa semana acho que não tem Branca das Neves, tou meio enrolado, mas aguardem os próximos episódios.

*não entendo o porquê, mas nunca digito "mesmo" certo, resolvi deixar esses como foram, sem corrigir.

sábado, 5 de agosto de 2006

5°

Se concentra nessa foto por alguns segundos... tá ardendo o olho, né? Pois é assim que eu vejo as coisas. Mas graças a alguém que não se sabe quem, eu posso ver melhor tudo ou quase tudo.

Canção
: Esquadros
Cantora: Adriana Calcanhotto
Composição: Adriana Calcanhoto
CD: Senhas (1992)

Pois é, andando pelo mundo, prestando atenção em cores, em sons, em gente, em coisas. Mas andando pra onde eu não sei. Nem poderia. Nem deveria. Passeio pelo escuro, mas com medo. Medo de não conseguir chegar antes, medo de não poder sinalizar mais o estar de cada coisa. E não posso. Estou sempre atrasado, mas quem não está. Se você pudesse voltar no tempo e mudar as coisas, você mudaria? Ninguém sabe o efeito causado pelas borboletas. (Meio viado, essa frase, né? Mas alguém vai entender o que nela quis dizer). Chorar ao telefone, nunca chorei. Não que eu me lembre. Mal falo. Mas dói ver a fome doendo nos que a tem. Eu ando pelo mundo divertindo gente, mas me divertindo também. Me divirto, mas também não o faço. Muita gente me diverte, muita gente me faz rir, só procuro retribuir. Vejo o mundo enquadrado pelas lentes. Não tenho o controle do que (não) vejo, então procuro ver as coisas do meu jeito ou do jeito que me é permitido vê-las. Vejo o que quero ver ou vejo o que posso ver? Exponho o meu modo (de ver). Por que automóveis correm? Por que crianças correm? Meus amigos, cadê? Minha alegria, cadê? Cadê meu cansaço? Cadê meu descanso? Meu mundo, cadê? Eu acordei, não tem ninguém ao lado. Mas tem meus óculos.

*Nem sempre, a gente pode fazer o nosso melhor. E nem sempre o melhor é o que a gente pode fazer.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Procura-se músicas para letras


Começando postagem com sábias palavras...

Adia tudo. Nunca se deve fazer hoje o que se pode deixar de fazer também amanhã. Nem mesmo é necessário que se faça qualquer coisa, amanhã ou hoje. (Bernardo Soares*)

Nunca penses no que vais fazer. Não o faças. (Bernardo Soares*)

Só o primeiro passo é que custa. Mas depois do primeiro passo dado, o segundo é o primeiro depois desse. É bom reparar nisto e não dar passo nenhum... Todos custam (Fernando Pessoa)

Férias! Tempo de descansar, descansar, descansar até ficar cansado. E aí, descansar mais um pouco... Descansar a mente, descansar o corpo, até ficar entendiado. Entediado de não fazer nada e achar que não há nada a ser feito. Achar que a vida não nos deu nada pra fazer. Férias! Tempo de adiar. Adiar decisões, adiar ações, adiar idéias, adiar tarefas. E depois de adiar e descansar e adiar e descansar, procurar o que fazer por achar que não há nada a ser feito. O problema é que com tanto o que fazer, não dá pra fazer o que se decidiu. Aí, vem o tédio. E as letras continuam sem músicas, e eu continuo na mesma situação em que antes me encontrava assim como as letras, que sem música de nada valem. Mas elas esperam que suas músicas cheguem e eu espero chegar logo com elas.

*Bernardo Soares é um dos heterônimos de Fernando Pessoa, que mesmo sendo pessoa e não pessoas(aí, foi mal o tracadilho), sabia ser vários em um e um em vários.

domingo, 14 de maio de 2006

Sente o som

Canção: Antes que seja tarde
Compositor: Fernanda Takai/John/Tarcísio Moura
Grupo: Pato Fu
CD: Televisão de Cachorro (1998)

"Olha, não sou daqui / me diga onde estou / não há tempo não há nada / que me faça ser quem sou / mas sem parar pra pensar / sigo estradas, sigo pistas / pra me achar / nunca sei o que se passa / com as manias do lugar / porque sempre parto / antes que comece a gostar /de ser igual, qualquer um / me sentir mais uma peça no final / cometendo um erro bobo, decimal / na verdade continuo sob a mesma condição / distraindo a verdade, enganando o coração / pelas minhas trilhas você perde a direção / não há placa nem pessoas informando aonde vão / penso outra vez estou sem meus amigos / e retomo a porta aberta dos perigos / na verdade continuo sob a mesma condição / distraindo a verdade, enganando o coração"

Na verdade, sou (e sei) quem sou, mas não sei onde estou. Já me achei, mas não sei porque estou. Não distraio a verdade e não engano o coração, mas com certeza nas minhas trilhas você perde a direção. Continuo sobre a mesma condição, mas é uma condição temporária. Tá legal, não gosto da faculdade que faço, mas posso mudar. Não gosto do mundo que vivo, mas posso mudar! Não gosto de coisas que vejo, mas posso não ver. Não gosto de muito que ouço, mas posso não ouvir... Ih! Acho que estou distraindo a verdade...