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domingo, 19 de outubro de 2008

"mudaram as estações, nada mudou"

Clichê. E por quê não?
Saudades de quando a gente era criança, todo mundo e podia fingir que o mundo era perfeito e pequeno. 40 graus, e era dia de brincar... e de brincar de estudar. As vezes, um banho de piscina pra amenizar o calor... ou um pic... pra intensificar... Mas a vida segue... Há vida que segue... A gente cresce, e desaparece, e aparece, e desaparece. Tanta coisa muda e a gente vê que não há mais crianças, que as diferenças também se tornam adultas e tudo fica mais complicado. A gente foge e a gente se esconde. Mas aí vem a vida e dá uma de suas topadas na pedra, e a gente se acha e aí a vida nos mostra (mesmo na ausência dela) que a gente é criança sim, que a gente tem muito de diferente sim, mas ainda resta algo que nos é comum e que nos permite sermos quem somos, onde somos, porque somos, quando somos e se somos, assim só por ser... E aí a gente vê que a gente sem a gente não é nada, não é a gente, nem gente é... e aí a gente vê que tudo muda, mas quem muda a gente? 40 graus... e não há pic, nem piscina... mas tudo aumenta e diminue daqui de baixo.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Psicologia da Educação

A memória sempre foi um tema que me interessou. Mas falar das minhas memórias nunca foi fácil. Não pela falta delas. Justo ao contrário, o problema sempre foi o excesso.
(...) Bom, é melhor começar do começo. A lembrança mais antiga que tenho e que esteja relacionada a essa parte da minha vida não é das mais agradáveis. A única imagem que me vêm à cabeça é a de um menino chorando porque ia ficar longe da mãe. Esse menino sou eu. Como essas lágrimas se transformaram em prazer por freqüentar a escola eu não sei, mas sei que foi isso que aconteceu e logo eu tomei gosto pela coisa. Algumas cenas do Jardim de infância ainda me vêm à lembrança, como o dia em que eu chorei porque minha professora me trocou de lugar (aquele lugar era meu!), ou o dia em que fiz xixi nas calças de propósito porque a professora não me deixou ir ao banheiro. Lembro também de alguns pontilhados cobertos e de algumas brincadeiras no parquinho do colégio. Lembro da professora pegando na minha mão para aprender a escrever e da primeira foto da turma. Lembro também que passei um tempo em casa e que quando voltei à escola, havia outra professora em sala. Eu estudava em um colégio particular e as professoras haviam feito uma greve por aumento dos salários. Todas foram demitidas e abriram um colégio em frente ao que eu estudava, o que eu só vim entender muito depois. Depois vieram os bas, bes, bis, bos, bus...
(in: VARGAS, D.S. Texto Memorialístico. Trabalho de final de curso entregue na disciplina Psicologia da Educação II. UFRJ. 2008)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

Meus oito anos...

O Saci

O Saci faz pirraça
A aranha uma caça
O homem faz chapéu
A abelha, mel.

Se a abelha jogar mel
Bem naquele chapéu
O Saci faz pirraça
Com a aranha que fez uma caça

Na caça está a abelha
É a mesma abelha que jogou mel
No danado do homem
Que fez o chapéu.

(Diego - 8 anos)