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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Poema de Contato

Finding new places
To discover them-us again
Again

Encontrando nuevos lugares
Para descubrirl-nos otra vez
Otra vez

Encontrando novos lugares
Para descobrir-nos de novo
De novo

(Ou ode à espera)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ao menos um final feliz (...) (?)

Depois de reler mais uma vez o texto bizarro da Rosely Sayão, tomei coragem para contar o final feliz de uma história que me emociona há anos e que me deu, sem querer, a dimensão da minha profissão. Aliás, uma história cheia de sem quereres, que só compartilho porque, longe de autorizar que me gabe sobre minha qualidade profissional, ela representa justamente o que fazemos quando nem sabemos o que estamos fazendo:

Há 6 anos atrás, começando minha vida profissional, ainda no CLAC, numa prática bem gramaticalista, passei como atividade de revisão para uma turma de Espanhol I, a seguinte atividade: pense num objetivo para sua vida (trabalhar a noção de infinitivo), diga o que você já fez até hoje para alcançar esse objetivo (trabalhar o pretérito composto), o que você está fazendo agora para isso (trabalhar a perífase "estar + gerúndio), e o que você vai fazer ainda (trabalhar a perífrase "ir + a + infinitivo"). Foi isso. Corrigi os verbos. Eles apresentaram. Foi bacana. E ponto.

Um ano e meio depois, encontro uma aluna dessa turma, ao aplicar uma prova oral na turma em que ela estava, já no Espanhol IV. Não lembro o tema da prova, mas ela, por alguma razão, me contou, que um dia eu lhe perguntei o que ela estava fazendo para mudar a sua vida e que aquilo a fez pensar. Ela, uns bons anos mais velha que eu, era empregada doméstica e cursava Letras, com muita dificuldade, por não ter tempo para estudar. Ela me disse que, depois dessa pergunta, decidiu tomar uma decisão: largou o trabalho para ganha uma bolsa de 300 reais (ou 500, não lembro) e trabalhar como estagiária numa escola. Estava superfeliz com a decisão, apesar das dificuldades financeiras que estava passando, pois estava conseguindo trabalhar no que ela sempre quis e estava conseguindo se dedicar mais à faculdade.

Demorei a entender do que ela estava falando, até que lembrei da atividade que comentei antes. Naquele dia, tomei uma dimensão tão grande do que era ser professor, que fiquei tão feliz, que meu medo, muito medo. Pensei em tudo que eu poderia ter feito de errado sem querer e todas as consequências que esses erros podem ter causado, sem querer. Sem querer, chorei, naquele dia, pelo que fiz sem saber e pelo que não fiz sem saber.

Hoje, em meio a uma greve de ônibus, que fez quase toda a população da cidade não sair de casa, encontrei aquela aluna de novo. Fiquei muito feliz, porque, principalmente, eu ia saber o final da história. Um final que já se mostrava feliz, já que ela usava uma blusa azul com o nome de uma escola na frente e atrás, em caps lock, PROFESSOR. Perguntei: tá dando aula? E ela me disse, com um baita sorrisão: "Tou!! Esse ano, dei uma diminuída, porque estava deixando de lado minha saúde, minha glicose tá alta... sabe como é, né? Muito trabalho, muito aluno, a gente se envolve com os problemas, a educação desvalorizada, etc etc etc".

Nunca fiquei tão feliz em saber que a taxa de glicose de alguém está alta e de ter tido uma conversa-desabafo-reclamação "à la sala dos professores" com uma colega de profissão!
Lógico que, para tantos outros, essa mesma atividade não fez diferença nenhuma. Então, não posso deixar de comentar a garra, a força de vontade dela e a fé em si mesma! 
Mas... que, ao mesmo tempo em que isso me alegra, me angustia muito, ah, isso angustia...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Feliz Ano Novo

Uma e cinquenta e cinco da manhã do dia vinte e quatro de fevereiro de dois mil e catorze. Será minha volta definitiva a este lugar? Não sei... ultimamente, tenho tido mais idas do que voltas. Esse lugar é um amor antigo que não consigo abandonar. É minha camisa M que fica guardada junto com a esperança de que um dia eu volte a usá-la. É, ao mesmo tempo, minha bicicleta desmontada, guardada, nunca usada, que poderia me levar à minha blusa M, mas que continua guardada, intocável. E nem por isso esquecida. Talvez, por isso, lembrada. Bom... dois mil e catorze. E duas coisas me motivaram a voltar a escrever aqui. Ou melhor, que vêm me motivando, porque até sair a primeira palavra levou um certo (leia-se: duas semanas) bom tempo: O maldito rojão assassino e a dificuldade de implementação da lei do 1/3 de planejamento para os professores da rede municipal de Niterói - lugar onde trabalho, esclareço, caso algum desconhecido se atreva a ler esta garrafa vazia.  Uma garrafa abandonada desde dois mil e dez e preenchida há alguns dias com algumas postagens antigas do meu facebook. Lembrando disso, decidi retornar a ele e ver o que aconteceu nesses dois últimos primeiros meses do ano pra buscar uma inspiração. Ou uma fuga, talvez. Mas voltei pra cá. Vamos lá, de trás pra frente: ligação-com-Freixo, BBB, Carnaval, PT x PSDB, Bad Sininho, Sherahazade, Rodoviária ou Aeroporto?, engarrafamentos, justiceiros, pessoas amarradas, incompatibilidade cronológica na novela, ônibus a três reais - já que não era pelos vinte centavos -, caminhão, passarela caída, Beyoncé, Jay-Z e Tina Turner, beijo gay, autismo, comercial do ENEM, universidades fechadas, faxina e acumulação e tentativa de dieta e exercícios já frustrada... Alguma coisa deve ter ficado por aí, mas essa é a nossa vida, esse é o nosso mundo agora-tudo-ao mesmo tempo e, depois, já foi-se embora. Por exemplo, minha vontade de continuar esse texto. Nesse exato momento, acabou de acabar. Control X, nova aba, rascunho... Continua numa próxima empolgação... Por enquanto, um relato - ou mais um:


Fonte: não sei, sinto muito, peguei no facebook mesmo!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Vilarejo


Pela ironia do mundo.
Pelo desejo de mudança.
Pela força da fé. 
Pela fé na gente.

http://www.youtube.com/watch?v=WibtVWwW-EA

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Da o/pressão...

Pensando se sou oprimido ou opressor, pensei que é muito difícil não oprimir quando se é oprimido e não ser oprimido quando se oprime...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do Professor

Acho muito bonita toda essa comoção em torno do Dia do Professor, principalmente, porque isso representa a legitimação de um reconhecimento que dificilmente vemos em nosso cotidiano... Desejo a todos os colegas professores, acima de tudo, força para continuar trabalhando e enfrentando todos os obstáculos, que muitas vezes, são muito maiores do que nós... Desejo também saúde para aguentar as situações complicadas que vivenciamos cada vez mais comumente, e sabedoria para que não se deixem levar por um discurso que nos responsabiliza por problemas que não nos cabe resolver! Acima de tudo mesmo, eu desejo a todos os professores - e a TODOS - a consciência de que PROFESSOR É UMA PROFISSÃO e não um Dom... que devemos fazer o melhor que podemos sim, porque é uma profissão que exige muita responsabilidade e dedicação, mas que exige, em contraparte, reconhecimento social, financeiro e respeito ao nosso TRABALHO. Por muitas vezes, eu tenho a sensação de que apenas nós - professores - levamos nosso trabalho a sério e temo muito toda vez que o discurso do dom é usado, porque isso deslegitima nosso trabalho e nossas reinvidicações... Afinal, Dom é Dom, é vocação, é divino, é inerente e inato e nada pode nos impedir de exercê-lo... Então, nesse dia que me enche - verdadeiramente - de orgulho, FELIZ DIA DOS PROFESSORES e CONSCIÊNCIA a todos!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Há 7 anos e meio atrás...


Caramba! Tava reorganizando minhas pastas no PC e não acreditei no que achei! Achei que valia a pena publicar

FELIZ ANO NOVO!
É, Acabou! Acabou o ano e acabou nossa passagem pelo CPII. E eu fiquei pensando numa maneira de desejar um feliz ano novo para todos e mostrar o quanto foi importante para mim essa trajetória. Bom, falar um a um não dá, não há saliva que agüente. Além do mais eu sabia que se eu fosse falar alguma coisa, iria sair tudo errado. Então, resolvi escrever, que é o que melhor eu sei fazer. Mas escrever o quê, se eu não sou nenhum poeta como o Alan ou o Daniell (né, Sara?), por exemplo.Decidi escrever o que viesse na minha cabeça, nada mais, nada menos (afinal nada melhor do que dizer o que está em nossa mente para dizer o que a gente pensa, né?).E é isso que estou fazendo.Primeiro, gostaria de dizer que todos vocês, todos mesmo, foram, são e serão muito importantes em minha vida, pois fizeram parte dos melhores anos dela, fizeram parte da minha formação como pessoa e se eu sou o que sou hoje, muito devo a cada um de vocês (a culpa é toda sua!). Afinal, entrei no CPII com 7 anos e estou saindo com 18. 11 anos não são 11 dias (que frase manjada, hein?). Alguns eu conheço há esses mesmos 11 anos (e a esses eu agradeço por terem me acompanhado e me aturado durante todo esse tempo). Outros eu conheço há 9, 7, 6, 5, 3 anos ou simplesmente há alguns meses, o que não quer dizer que também não sejam importantes para mim, também são.O que eu levo acima de tudo dos anos que passei neste colégio, são vocês, pois se o CPII tem o nome que tem, deve-se aos seus alunos, e se dizem que o Colégio Pedro II tem alma, é porque os alunos do CPII tem alma, e uma alma que ama este colégio (apesar de alguns não honrarem este amor). Nunca esqueçam que “nós levamos nas mãos o futuro de uma grande e brilhante nação”.As coisas mais importantes que aprendi neste colégio, eu não aprendi com a Analice, com as Adrianas, os Sérgios, as Patrícias, a Gláucia, a Eliane, o Adérito, a Cida, a Mônica, a Luiza Helena, a Guacira, o Alex, a Emi Liana, a Alzira, a Sílvia, a Danielle, a Cláudia ou com o Pedro. E muito menos com a Penha Júlia, o Seabra, a Esther, a Noemi ou com o Chiquinho. Não vou dizer que eles não marcaram a minha trajetória e me ensinaram muito, mas o que de melhor aprendi é que ninguém é feliz sozinho, que devemos respeitar as diferenças e que a amizade é a melhor coisa do mundo. E eu não poderia aprender nada disso sem que tivesse convivido com cada um de vocês. Em nenhum lugar eu poderia conhecer tantas pessoas diferentes, só mesmo em um colégio como o Pedro II. Eu posso estar saindo, mas levo muito do CPII e muito de vocês comigo. Estou indo com a certeza de que estes foram e sempre serão os melhores anos dessa longa vida que tenho pela frente e que todos estarão junto com as minhas melhores lembranças. Muitas coisas boas aconteceram durante esses anos, outras não tão boas (mas foram poucas). E acima de tudo, muitas coisas engraçadas. Coisas que eu nunca esquecerei, pode ter certeza. Quem consegue esquecer os tombos da Glenda ou do Pedro querendo aparecer, os berros da Sara cada vez que via (ou não via) um inseto, a bolada que a Maria deu no inspetor, os choros da Carina, as aulas da Patrícia Botelho, do Pedro, etc.Isso não é um adeus, é apenas um até logo. Um até logo de muitos até logos que ainda vamos dar. Espero realmente que ainda nos encontremos muitas e muitas vezes durante essa nova fase da vida que nos espera. Que todos tenhamos sucesso naquilo que desejarmos fazer e que realizemos todos os nosso desejos. E que o ano de 2005 chegue pelo menos perto das coisas que aconteceram em 2004, que eu espero que tenham sido boas para todos. Para terminar eu só tenho uma coisa a dizer: MUITO OBRIGADO. Ah, e:
PEDRO II TUDO OU NADA?

sábado, 2 de abril de 2011

Revista

Idas e vindas, vidas vividas
Um raio só cai uma vez num lugar
Mas se o mundo gira e regira
Onde devo estar? Ou restar?

O passado (é tão claro) já passou
Mas há tanto pra mudar (quer trocar?)
Nem conheço você bem, tudo bem
Mas sei bem o que não dá pra ser
(Ou bem sei o que não posso ser?)

Triste, e não consigo chorar
Poderia gritar, mas prefiro cantar
Vou tentando escrever o que não se pode dizer
Vou tentando reter o que não se pode perder

Eu sonhei...
Foi ontem à noite, mas acordei
E eu já sei, não vou guardar
O que passei, não vou lembrar
Não recordar é só pensar
É só pensar... em pensar

Retratos revelam recortes
Você não é o que se vê ali
Remédios reduzem rebeldes
Eu não sei se eu estou em mim

Repasso, repenso, repranto...
Só canto
E esse é o meu recanto.

(Diego Vargas - 2006)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Poema de meia-(al)face inteira

Quando eu nasci,
um anjo meio esquisito (ou seria esquecido)...
desses meio Barroco espanhol, me disse:
- Vai Diego, ser izquierdo en la vida!

(Diego Vargas, 31/08/10)

sábado, 1 de maio de 2010

De volta para o futuro...

Brasileiro, com muito orgulho e Carioca apaixonado pelo Rio, é incapaz de sair dessa cidade mesmo se o Beira-Mar virar prefeito. Sujeito antigo do séc. XX, do tipo que ainda diz a verdade no MSN e só põe como status "ausente" quando realmente não se encontra, passou a maior parte da sua vida dentro do CPII e tem isso como um de seus maiores orgulhos. Fanático por CDs e Cinema, já foi capaz de ficar horas nas Lojas Americanas tentando decidir sobre qual promoção levar ou encarar uma sessão dupla de cinema sozinho de filmes de 2hs30 de duração. Hoje, mal tem tempo para assistir à Tela Quente (e não perde muito com isso). Flamenguista (sempre) em fase de reintegração e Mangueirense desde pequeno, foi fisgado pela Paraíso do Tuiuti e desde então divide seu coração entre as duas, sabendo que um dia vai ter que decidir por uma delas. Apreciador da Língua Portuguesa, era o único da turma que gostava de fazer a análise sintática, mesmo não vendo utilidade nisso! Na luta contra tudo e contra todos, em um extremo ato de loucura, decidiu virar professor. Hoje, durante pequenos flashes de sanidade, entende aqueles que lhe quiseram ajudar! Enquanto estudante de Letras, foi levando a faculdade e sempre dizendo a si mesmo que ela iria melhorar. Ela não melhorou e, como brasileiro que não desiste nunca, decidiu seguir a carreira acadêmica... Atualmente fazendo o Mestrado, ainda lhe resta esperanças de que a situação pode melhorar. Enquanto professor, do 6o ano ao Ensino Superior, é chamado desde tiooo e a senhor e, correndo de um lado para o outro, não sabe se é o melhor no que faz, mas sabe que não poderia fazer nada melhor. Possui gosto musical variado e até certo ponto duvidoso, apreciando muitas vezes o som de seu próprio silêncio. Dormindo em média 4 horas por noite, esqueceu o significado da palavra sono e nunca arranja tempo pra atualizar seu blog. Tem como objetivos de vida ficar rico e ser amigo pessoal de Ivete Sangalo. Ainda pensa na possibilidade de tentar entrar no Big Brother. Perdido em suas próprias decisões e pensamentos e indignado com as coisas do mundo, sabe que pode mudá-lo, mas ainda não descobriu como...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Profile =P

"Yo soy solo un adolescente, pero entraré en tu mente, pisando fuerte, pisando fuerte." (alejandro sanz)
"por el mundo yo no me dejo desanimar." (fito paez)
"si la vida te dá más de cinco razones para seguir" (manu chao)
"porque la vida nos puso en el mismo camino..." (julieta venegas)

Eu já quis ser um atleta olímpico, um vocalista de uma banda de rock, um escritor famoso, um diretor de cinema consagrado, o ator principal de um filme independente... Até hoje, não consegui nada disso... mas sei nadar muito bem, consegui um amplo repertório musical, li tantos livros que não consigo lembrar o nome de 10% deles, me tornei fanático por cinema e só tenho 23 anos...

"Me cansei de lero-lero. Dá licença, mas eu vou sair do sério... Quero mais saúde! Me cansei de escutar opiniões de como ter um mundo melhor, mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha... Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim! Como vai? Tudo bem! Apesar, contudo, todavia, mas, porém... As águas vão rolar, não vou chorar... Se por acaso eu morrer do coração, é sinal que amei demais. Mas enquanto estou vivo e cheio de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz!" (rita lee/ roberto de carvalho)

"E se a gente perder, que seja derrota suada, sofrida, roubada... De mão beijada nem a pau! E se a gente ganhar, que seja vitória disputada, merecida, conquistada..." (jay vaquer)

"Perceba que não tem como saber, são só os seus palpites na sua mão... Sou mais do que o seu olho pode ver. Então não desonre o meu nome. Não importa se eu não sou o que você quer, não é minha culpa a sua projeção... Aceito a apatia, se vier. Mas não desonre o meu nome... Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir?" (Pitty / Derrick Green / Andreas Kisser)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ser Preciso


A felicidade não existe
Existem momentos felizes
Aceite o fato e facilite
Aproveite o que a vida permite
E no que se pode acreditar...
Acredite

É preciso coragem pra ser quem se é
É preciso força pra ter quem se quer
É preciso viver a vida que há
É preciso dizer o que dá pra falar

Se engana quem pensa que é fácil
Se perde quem torna difícil
Se encaixa no rumo e se leva
Levando o que pode consigo
(Levando o que peço comigo)

Bastante pode ser muito
E nada pode ser melhor
No riso ou no choro de outros
Tudo começa e acaba pior

Todos sabem. Eu já sei.
Nos faz falta mergulhar
E qualquer um pode dizer:
- Deixa o rio te levar!

Pois nem sempre nesse mundo
É possível controlar`
Pois nem sempre num mergulho
É possível se nadar

É preciso coragem pra ser quem se é
É preciso força pra ter quem se quer
É preciso viver a vida que há
É preciso dizer o que dá pra falar

Navegar é preciso...
Mas quem vive no mar?

(VARGAS, 2006)

domingo, 16 de agosto de 2009

Meu Presente

Chega como uma surpresa, não muito surpreendente, em uma semana de carnaval... Dessas que trazem de volta, numa sexta-feira, a alegria perdida na quarta. Chega e causa surpresa aos demais. Espanto, agrado e por vezes, indignação. Chega e te leva à sua apreciação pelo fato, único e simples, de chegar. No início, te tira as noites de sono... Te arranha e mordisca os dedos dos pés. E joga areia no chão da casa. E te mostra o quão bem te faz ter algo para cuidar, para se cuidar. E te preocupa, e te faz preocupar-se. Chega, fica e simboliza. E significa. Depois cresce, muda e faz estrago. E continua crescendo. E te acorda no meio de uma noite fria com saltos sobre a cama. E invade o quarto pela janela. E se joga, e te faz jogar. E continua fazendo estrago. E por vezes, ainda te arranha e mordisca os dedos dos pés. E impressiona, pelo fato de chegar, ficar e crescer. E te faz jogar coisas ao ar. E te faz correr atrás. E te faz correr na frente. E acaricia, e te faz acariciar. Chega, fica, conquista. E continua crescendo. Até que um dia adoece. E fica triste. E se isola, em um canto impossível de achar. Mas volta, mesmo fraco, sempre volta. E te faz cuidar, e te faz ser cuidado. E te faz preocupar-se e ainda, te tira as noites de sono. E volta. E voltam os saltos sobre a cama, a invasão pela janela e as noites de frio. E se equilibra em fios finos, e se joga do telhado, e reconhece e se reconhece. E te faz conhecer. E sobe em árvores, dessas que nascem de raízes acimentadas. E se esfrega. E continua crescendo. Chega, fica, simboliza, cresce, representa, apresenta, cresce, chega, fica, conquista, sai, chega, volta, fica, pula, cresce... Até que um dia se joga, do telhado, e sai, caminhando. E não volta mais. E parece voltar, a todo instante, mas não volta mais. Mas parece voltar. Mas dessa vez, não chega. E não volta mais. Mas fica. Só não volta mais.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vem cá? Te conheço?!

- Vem cá, você poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, né?
- Por que tudo depende da coisa? Acho que, na verdade, tudo depende da coisa mesmo...
- Pois é, dependendo da coisa, a gente pode te ajudar... ou não...
- A gente quem?
- Quem é a gente? A gente é muita gente...
- E muita gente assim não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa...
- Sempre depende da coisa...
- Você já disso isso...
- Você também!
- A gente disse, então!
- Justo! E a gente não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, eu já disse!
- Acho que depende da gente...

domingo, 19 de abril de 2009

Do que eu (des)entendo do mundo...

Tem gente que sabe tudo. Eu sei tudo! Tem gente que não sabe nada... Eu não sei nada! Tem gente que sabe naaaada... Eu sei naaada! Tem gente que sabe que não sabe nada e sabe tudo sabendo que nada e tudo na verdade é tudo e nada... Eu tou no tudo ou nada. Entendo. Desentendo. Aentendo. Inentendo. E ninguém entende nada. Mas também não faço questão de ser entendido. Ou faço tanta questão assim? Eu não (me) entendo. Ninguém (me) entende! Oh, mundo cruel!! Coitado de mim... Sei, sei... Coitado de quem ainda perde tempo vindo por aqui... Entender... entender... definição por favor! A palavra é entender. "1 Ter idéia clara de; compreender, perceber 2 Ser hábil, perito ou prático em 3 Crer, pensar 4 Interpretar, julgar: 5 Ouvir, perceber: 6 Proceder de acordo; combinar-se, concertar-se 7 Estar em boa inteligência ou em boa paz: 9 Ter prática ou teoria 10 Tomar conhecimento como autoridade competente 11 Dizer respeito a 12 Ter uso da razão." Eu entendo (2) de muitas coisas, e muitos me entendem (4), mas eu não busco entendê-los. Eu busco é entender (5) as coisas do mundo. Já busquei entender (12) a vida, mas não entendi (1) nada... Entendo (3) que não entenda (9), mas nem por isso passo a entendê-lo (6). Isso nunca! Mas hoje eu entendo (10) que de desistir de tanto entender(es), consegui me entender (7) muito mais...

"Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta que hoje eu me gosto muito mais... Porque me entendo muito mais também" (Gonzaguinha)

Postagem pessoal, subjetiva, e intransferível! Tirando poeira... Cof, Cof!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Quero falar de uma coisa...

Porque hoje eu tou afim de falar da vida. De falar um monte de merda da vida. De fingir que isso não é um blog, de fingir que isso é um blog de adolescente. De falar da minha vida. De falar da vida dos outros. De falar palavrão. De usar pontos para expressar rostos e consoantes para expressar frases inteiras. De mandar kisses e dizer i miss you. De ignorar o fato de que alguém pode ler isso aqui. De falar da sacanagem que é viver. De reclamar da putaria que anda esse mundo. De fingir que não faço parte dele e que também sei ser sacana. De reclamar dos meus pais pros meus amigos, dos meus irmãos pros meus pais. De falar que tou apaixonado. De sofrer as dores de um amor infanto-juvenil! De soltar fogos de artifício via msn. Vontade de repetir as letras finais das palavras e usar caps lock pra gritar CARALHOOOO!!! De planejar métodos de vingança-prato-que-se-come-frio contra os que armaram um plano errado pra minha vida.  Incluindo eu mesmo. Ou de festejar com os que tentaram armar um plano perfeito para ela. Incluindo eu mesmo. Já nem sei o que tou escrevendo. Já nem sei o que quero escrever. Ando lendo Clarice Lispector demais. Na verdade, ano lendo coisa de menos. Ando fazendo coisa de menos. Ando dormindo demais. Ando me preocupando demais. Ou ando me preocupando de menos. Já nem sei. Ando andando de bicicleta. Ando por aí. As vezes só, às vezes muito bem acompanhado. Ando vendendo coisas que não comprei. Ando criando remedios para doenças que são minhas. Para doenças que me curam. PUTA KIU PARIU! Em caps-lock-adolescente. Acho que nunca cresci, acho que cresci rápido demais. Acho que sou muito grande e não tenho muita noção do meu tamanho. Bato braço na lampada na hora de tirar a camisa. Já andei batendo os braços no joelho. Já nem sei se tive braço um dia. Braço me lembra abraço, que me lembra o óbvio, é claro. E me lembra que ando meio sem criatividade. Ou é tanta coisa que quer sair ao mesmo tempo que nada sai. Entope tudo na saída. Ou na entrada. Já não sei. Pois é. Engraçado... Um dia tentei a imparcialidade, a objetividade, a não expressão do ser via a expressão clara de ser quem se é. Às vezes nem eu me entendo. Quem entender o que eu escrevi, me explica depois. Um texto em primeira pessoa, é demais pra mim... Reticências pra vocês!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Retrospectiva 2008

1o dia do ano: Reveillón em Copacabana (pra mim, saldo positivo) seguido de uma tarde/noite vendo Harry Potter com a dona do cafofo (abrigo da galera da Zona Oeste e alguns elementos da Zona Norte)

Férias: descanso humildemente merecido, entre idas ao Centro, algumas idas ao cinema, encontros esporádicos com os amigos, leituras sobre metacognição, uma festa (não-muito) surpresa no cafofo, um aniversário no qual a aniversariante não apareceu e sono... muito sono! Acompanhado das já típicas pedaladas de férias na quinta da Boa Vista! (= saldo positivo)
Um emprego!! Treinamentos e reuniões e o início das aulas em fevereiro (Yes! São Cristóvão = saldo positivo)
Ida a Mangaratiba (=saldo nulo)

Carnaval: Bola Preta, Grupo A e B, Carmelitas, tentativas (mal-sucedidas) de outros blocos e uma esticada até o sábado das campeãs (= saldo positivo) uma despedida sem sentido

Começo do Ano: Entre fundão e praia veremlha, um VII semestre que era uma espera pro começo do fim. Entre espanholas, peruanas, gaúchas, nordestinos, atrizes, "frutos" e não-aulas, (saldo = nulo). Aniversário surpresa! (= saldo positivo), CLAC aos sábados (o dia inteiro no fundão = saldo negativo), um quebra-cabeça de 12 horas, um trabalho como intérprete e reunião monográfica (=saldo positivo) e FÉRIAS!!

Julho = férias - arraiá do bota fora e fuga pra Bs As (férias de verdade!). (= 22 x saldo positivo), ainda que a conta corrente descorde!

Agosto e a volta a rotina (=saldo previamente negativo): Novo emprego (Yes! Méier = saldo positivo)... Volta às aulas. Entre os lits da vida (=saldo negativo), o começo do fim. Alunos muito legais, professores nem tanto... muita gastrite! Encontros pan-americanos, aniversários de uma galera foda e um bota-dentro atrasado (= saldo mais que positivo). Fito Paez e Julieta Venegas (= saldo positivo, porra!!!). Outra ida a Mangaratiba e Ilha Grande (=êta, saldo positivo)... Saídas lepianas (atrasadas, mas saldo positivo)
e uma surpresinha aos 35 do segundo tempo! (saldo mais que positivo!! e partida não-terminada)

E que venha 2009!!! e que venham os inesperados esperados!! e os não-esperados também!
resoluções? poucas... os shows não cumpridos em 2008, tentar resolver mais, fechar licenciatura e MESTRADO!
pois que venha 2009!

domingo, 19 de outubro de 2008

"mudaram as estações, nada mudou"

Clichê. E por quê não?
Saudades de quando a gente era criança, todo mundo e podia fingir que o mundo era perfeito e pequeno. 40 graus, e era dia de brincar... e de brincar de estudar. As vezes, um banho de piscina pra amenizar o calor... ou um pic... pra intensificar... Mas a vida segue... Há vida que segue... A gente cresce, e desaparece, e aparece, e desaparece. Tanta coisa muda e a gente vê que não há mais crianças, que as diferenças também se tornam adultas e tudo fica mais complicado. A gente foge e a gente se esconde. Mas aí vem a vida e dá uma de suas topadas na pedra, e a gente se acha e aí a vida nos mostra (mesmo na ausência dela) que a gente é criança sim, que a gente tem muito de diferente sim, mas ainda resta algo que nos é comum e que nos permite sermos quem somos, onde somos, porque somos, quando somos e se somos, assim só por ser... E aí a gente vê que a gente sem a gente não é nada, não é a gente, nem gente é... e aí a gente vê que tudo muda, mas quem muda a gente? 40 graus... e não há pic, nem piscina... mas tudo aumenta e diminue daqui de baixo.

sábado, 30 de agosto de 2008

4 anos... 4 anos...

Meu nome é Diego e há 4 anos eu convivo com um problema difícil de ser resolvido. Um dia me apareceu nas mãos uma ficha que dizia: “Inscrição para o Vestibular”. Eu entrei para a universidade e há 4 anos, todo dia, às 5h30 eu acordo com um barulho estranho vindo do meu celular. No começou, me pareceu que ia ser complicado e realmente foi. Tentei de tudo para melhorar minha situação, mas nada adiantava. Todo dia, contra a minha vontade, estava lá o barulho do celular e eu levantado mesmo sem querer. Quase enlouqueci! Ainda que minha mente não quisesse, meus pés me levavam ao ponto do 634. Não é pra lá! Não é pra lá! Imagina acordar com um barulho estranho e ser levado a um lugar no qual você não quer entrar durante 4 anos... 4 anos... Não é pra lá! Não é pra lá! 4 anos é muito tempo, principalmente quando as coisas não vão bem... Por isso pense bem antes de tentar o vestibular, é isso que vai decidir o que será dos seus próximos 4 anos de vida! Não é pra lá! Não é pra lá!

domingo, 17 de agosto de 2008

FL/UFRJ



créditos: vanessa

Porque era eles. Porque era eu. Porque era nós. Porque somos nós. Porque fomos. Porque seremos. Porque o sistema é maus. Porque minha turma legal é outra. Porque é passado. Porque é presente. Porque é saudades. Porque é esperança. Porque é medo. Porque é lembrança. Porque é preciso. Porque eu preciso. Porque sim.