Departamentos:

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Profile =P

"Yo soy solo un adolescente, pero entraré en tu mente, pisando fuerte, pisando fuerte." (alejandro sanz)
"por el mundo yo no me dejo desanimar." (fito paez)
"si la vida te dá más de cinco razones para seguir" (manu chao)
"porque la vida nos puso en el mismo camino..." (julieta venegas)

Eu já quis ser um atleta olímpico, um vocalista de uma banda de rock, um escritor famoso, um diretor de cinema consagrado, o ator principal de um filme independente... Até hoje, não consegui nada disso... mas sei nadar muito bem, consegui um amplo repertório musical, li tantos livros que não consigo lembrar o nome de 10% deles, me tornei fanático por cinema e só tenho 23 anos...

"Me cansei de lero-lero. Dá licença, mas eu vou sair do sério... Quero mais saúde! Me cansei de escutar opiniões de como ter um mundo melhor, mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha... Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim! Como vai? Tudo bem! Apesar, contudo, todavia, mas, porém... As águas vão rolar, não vou chorar... Se por acaso eu morrer do coração, é sinal que amei demais. Mas enquanto estou vivo e cheio de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz!" (rita lee/ roberto de carvalho)

"E se a gente perder, que seja derrota suada, sofrida, roubada... De mão beijada nem a pau! E se a gente ganhar, que seja vitória disputada, merecida, conquistada..." (jay vaquer)

"Perceba que não tem como saber, são só os seus palpites na sua mão... Sou mais do que o seu olho pode ver. Então não desonre o meu nome. Não importa se eu não sou o que você quer, não é minha culpa a sua projeção... Aceito a apatia, se vier. Mas não desonre o meu nome... Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir?" (Pitty / Derrick Green / Andreas Kisser)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ser Preciso


A felicidade não existe
Existem momentos felizes
Aceite o fato e facilite
Aproveite o que a vida permite
E no que se pode acreditar...
Acredite

É preciso coragem pra ser quem se é
É preciso força pra ter quem se quer
É preciso viver a vida que há
É preciso dizer o que dá pra falar

Se engana quem pensa que é fácil
Se perde quem torna difícil
Se encaixa no rumo e se leva
Levando o que pode consigo
(Levando o que peço comigo)

Bastante pode ser muito
E nada pode ser melhor
No riso ou no choro de outros
Tudo começa e acaba pior

Todos sabem. Eu já sei.
Nos faz falta mergulhar
E qualquer um pode dizer:
- Deixa o rio te levar!

Pois nem sempre nesse mundo
É possível controlar`
Pois nem sempre num mergulho
É possível se nadar

É preciso coragem pra ser quem se é
É preciso força pra ter quem se quer
É preciso viver a vida que há
É preciso dizer o que dá pra falar

Navegar é preciso...
Mas quem vive no mar?

(VARGAS, 2006)

domingo, 16 de agosto de 2009

No silêncio de depois...

Meu Presente

Chega como uma surpresa, não muito surpreendente, em uma semana de carnaval... Dessas que trazem de volta, numa sexta-feira, a alegria perdida na quarta. Chega e causa surpresa aos demais. Espanto, agrado e por vezes, indignação. Chega e te leva à sua apreciação pelo fato, único e simples, de chegar. No início, te tira as noites de sono... Te arranha e mordisca os dedos dos pés. E joga areia no chão da casa. E te mostra o quão bem te faz ter algo para cuidar, para se cuidar. E te preocupa, e te faz preocupar-se. Chega, fica e simboliza. E significa. Depois cresce, muda e faz estrago. E continua crescendo. E te acorda no meio de uma noite fria com saltos sobre a cama. E invade o quarto pela janela. E se joga, e te faz jogar. E continua fazendo estrago. E por vezes, ainda te arranha e mordisca os dedos dos pés. E impressiona, pelo fato de chegar, ficar e crescer. E te faz jogar coisas ao ar. E te faz correr atrás. E te faz correr na frente. E acaricia, e te faz acariciar. Chega, fica, conquista. E continua crescendo. Até que um dia adoece. E fica triste. E se isola, em um canto impossível de achar. Mas volta, mesmo fraco, sempre volta. E te faz cuidar, e te faz ser cuidado. E te faz preocupar-se e ainda, te tira as noites de sono. E volta. E voltam os saltos sobre a cama, a invasão pela janela e as noites de frio. E se equilibra em fios finos, e se joga do telhado, e reconhece e se reconhece. E te faz conhecer. E sobe em árvores, dessas que nascem de raízes acimentadas. E se esfrega. E continua crescendo. Chega, fica, simboliza, cresce, representa, apresenta, cresce, chega, fica, conquista, sai, chega, volta, fica, pula, cresce... Até que um dia se joga, do telhado, e sai, caminhando. E não volta mais. E parece voltar, a todo instante, mas não volta mais. Mas parece voltar. Mas dessa vez, não chega. E não volta mais. Mas fica. Só não volta mais.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vem cá? Te conheço?!

- Vem cá, você poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, né?
- Por que tudo depende da coisa? Acho que, na verdade, tudo depende da coisa mesmo...
- Pois é, dependendo da coisa, a gente pode te ajudar... ou não...
- A gente quem?
- Quem é a gente? A gente é muita gente...
- E muita gente assim não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa...
- Sempre depende da coisa...
- Você já disso isso...
- Você também!
- A gente disse, então!
- Justo! E a gente não poderia me ajudar com uma coisa?
- Depende da coisa, eu já disse!
- Acho que depende da gente...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Roma

Eu não acredito na felicidade.
A felicidade plena é impossível.
Eu busco ser feliz.
Eu busco o impossível.
Eu acredito no impossível.
Eu acredito na felicidade.
(Diego - 23 anos)

domingo, 19 de abril de 2009

Do que eu (des)entendo do mundo...

Tem gente que sabe tudo. Eu sei tudo! Tem gente que não sabe nada... Eu não sei nada! Tem gente que sabe naaaada... Eu sei naaada! Tem gente que sabe que não sabe nada e sabe tudo sabendo que nada e tudo na verdade é tudo e nada... Eu tou no tudo ou nada. Entendo. Desentendo. Aentendo. Inentendo. E ninguém entende nada. Mas também não faço questão de ser entendido. Ou faço tanta questão assim? Eu não (me) entendo. Ninguém (me) entende! Oh, mundo cruel!! Coitado de mim... Sei, sei... Coitado de quem ainda perde tempo vindo por aqui... Entender... entender... definição por favor! A palavra é entender. "1 Ter idéia clara de; compreender, perceber 2 Ser hábil, perito ou prático em 3 Crer, pensar 4 Interpretar, julgar: 5 Ouvir, perceber: 6 Proceder de acordo; combinar-se, concertar-se 7 Estar em boa inteligência ou em boa paz: 9 Ter prática ou teoria 10 Tomar conhecimento como autoridade competente 11 Dizer respeito a 12 Ter uso da razão." Eu entendo (2) de muitas coisas, e muitos me entendem (4), mas eu não busco entendê-los. Eu busco é entender (5) as coisas do mundo. Já busquei entender (12) a vida, mas não entendi (1) nada... Entendo (3) que não entenda (9), mas nem por isso passo a entendê-lo (6). Isso nunca! Mas hoje eu entendo (10) que de desistir de tanto entender(es), consegui me entender (7) muito mais...

"Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta que hoje eu me gosto muito mais... Porque me entendo muito mais também" (Gonzaguinha)

Postagem pessoal, subjetiva, e intransferível! Tirando poeira... Cof, Cof!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sinceramente...

"- Tio Edmundo quem falou. Disse que eu era “precoce” e que ia entrar logo na idade da razão. E eu não sinto diferença.
- Tio Edmundo é um bobo. Vive metendo coisas na sua cabeça..
- Ele não é bobo. Ele é sábio. E quando eu crescer quero ser sábio e poeta e usar gravata de laço. Um dia eu vou poder tirar retrato de gravata e laço.
- Por que gravata de laço?
- Porque ninguém é poeta sem gravata de laço. Quando tio Edmundo me mostra o retrato de poeta na revista, todos têm gravata de laço."
(josé mauro de vasconcelos - o meu pé de laranja lima)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Quero falar de uma coisa...

Porque hoje eu tou afim de falar da vida. De falar um monte de merda da vida. De fingir que isso não é um blog, de fingir que isso é um blog de adolescente. De falar da minha vida. De falar da vida dos outros. De falar palavrão. De usar pontos para expressar rostos e consoantes para expressar frases inteiras. De mandar kisses e dizer i miss you. De ignorar o fato de que alguém pode ler isso aqui. De falar da sacanagem que é viver. De reclamar da putaria que anda esse mundo. De fingir que não faço parte dele e que também sei ser sacana. De reclamar dos meus pais pros meus amigos, dos meus irmãos pros meus pais. De falar que tou apaixonado. De sofrer as dores de um amor infanto-juvenil! De soltar fogos de artifício via msn. Vontade de repetir as letras finais das palavras e usar caps lock pra gritar CARALHOOOO!!! De planejar métodos de vingança-prato-que-se-come-frio contra os que armaram um plano errado pra minha vida.  Incluindo eu mesmo. Ou de festejar com os que tentaram armar um plano perfeito para ela. Incluindo eu mesmo. Já nem sei o que tou escrevendo. Já nem sei o que quero escrever. Ando lendo Clarice Lispector demais. Na verdade, ano lendo coisa de menos. Ando fazendo coisa de menos. Ando dormindo demais. Ando me preocupando demais. Ou ando me preocupando de menos. Já nem sei. Ando andando de bicicleta. Ando por aí. As vezes só, às vezes muito bem acompanhado. Ando vendendo coisas que não comprei. Ando criando remedios para doenças que são minhas. Para doenças que me curam. PUTA KIU PARIU! Em caps-lock-adolescente. Acho que nunca cresci, acho que cresci rápido demais. Acho que sou muito grande e não tenho muita noção do meu tamanho. Bato braço na lampada na hora de tirar a camisa. Já andei batendo os braços no joelho. Já nem sei se tive braço um dia. Braço me lembra abraço, que me lembra o óbvio, é claro. E me lembra que ando meio sem criatividade. Ou é tanta coisa que quer sair ao mesmo tempo que nada sai. Entope tudo na saída. Ou na entrada. Já não sei. Pois é. Engraçado... Um dia tentei a imparcialidade, a objetividade, a não expressão do ser via a expressão clara de ser quem se é. Às vezes nem eu me entendo. Quem entender o que eu escrevi, me explica depois. Um texto em primeira pessoa, é demais pra mim... Reticências pra vocês!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009