Um belo dia, ele resolveu descansar. Se encostou no primeiro banco que havia construído e deitou. Antes, deu uma bela espreguiçada... e deitou. Sem perceber que o banco estava embaixo da amendoeira que havia plantado anos antes de aprender a construir bancos. Mas deitou. E dormiu. Dormiu até acordar. Ao acordar viu que muita coisa estava diferente. Havia uma amendoeira encima dele. Havia descansado bastante. Olhou para cima e viu que sol estava um pouco mais à direita ou que ele estava um pouco mais à esquerda... Uma amêndoa caiu bem no meio da sua testa. Deitou e dormiu mais uma vez. Dessa vez, sem se espreguiçar... Devia estar realmente cansado, mas não percebia. Sonhou. Sonhou com amêndoas, com bancos e sóis. Havia umas nuvens também... Começou a brincar com elas, a moldar coisas, adivinhar coisas... Brincou até perceber que já estava acordado. Mas as nuvens ainda estavam lá. E estavam também a amendoeira, as amêndoas, o banco, o sol, o céu e ele. Ele também estava lá. E o sono também. Mas já não queria dormir. Levantou-se, apoiou-se no banco e subiu na amendoeira. Mais uma vez tudo estava diferente. Não conseguia entender... Já não se lembrava mais do porquê da amendoeira. Não sabia porque havia construído aquele banco. O sol... cada vez mais à direita. Preferia as amêndoas rosas, mas aquelas eram amarelas. Preferia os bancos de ferro, mas só sabia trabalhar com madeira. Um banco de praça no quintal de casa. Abaixo de uma amendoeira. Foi a idéia que tivera um dia. Mas já não sabia mais porque. Olhou as nuvens... Nuvem-elefante, nuvem-borboleta, nuvem-casa, nuvem-amendoeira, nuvem-nuvem, nuvem-almofada... Se recostou num galho e dormiu. Sonhou. Sonhou mais uma vez com amêndoas, com bancos e sóis. E com nuvens também. Brincava com as nuvens. Queria acordar, parecia ter entendido... Acordou... Levantou-se e pulou.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
"Si la vida te da más de cinco razones para seguir..."
- Es rara la nostalgia, ¿no?. Porque tener nostalgia en sí no es malo. Eso es que te han
pasado cosas buenas y las echas de menos. (...) ¿Se podrá tener nostalgia de algo que aún no te ha pasado? Porque a mí, a veces, me pasa. Me pasa que me imagino cómo van a ser las cosas, (...) con la vida en general. Y luego me da pena cuando me acuerdo de lo bonitas que iban a ser... porque iban a ser preciosas, en serio, preciosas. Y luego, cuando lo pienso me da nostalgia. Porque iban a ser tan bonitas... Cuando me doy cuenta de que aún no han pasado y que a lo mejor no pasan nunca... me pongo super triste... super triste, tía... Pero es como una tristeza a cuenta. Como la fianza de cuando alquilas una casa, pero con tristeza. Que la pones por delante, porque, total, sabes que la vas a acabar utilizando igual...
(in: Princesas - Fernando León de Aranoa)
pasado cosas buenas y las echas de menos. (...) ¿Se podrá tener nostalgia de algo que aún no te ha pasado? Porque a mí, a veces, me pasa. Me pasa que me imagino cómo van a ser las cosas, (...) con la vida en general. Y luego me da pena cuando me acuerdo de lo bonitas que iban a ser... porque iban a ser preciosas, en serio, preciosas. Y luego, cuando lo pienso me da nostalgia. Porque iban a ser tan bonitas... Cuando me doy cuenta de que aún no han pasado y que a lo mejor no pasan nunca... me pongo super triste... super triste, tía... Pero es como una tristeza a cuenta. Como la fianza de cuando alquilas una casa, pero con tristeza. Que la pones por delante, porque, total, sabes que la vas a acabar utilizando igual...(in: Princesas - Fernando León de Aranoa)
quarta-feira, 26 de março de 2008
Meus oito anos...
O Saci
O Saci faz pirraça
A aranha uma caça
O homem faz chapéu
A abelha, mel.
Se a abelha jogar mel
Bem naquele chapéu
O Saci faz pirraça
Com a aranha que fez uma caça
Na caça está a abelha
É a mesma abelha que jogou mel
No danado do homem
Que fez o chapéu.
(Diego - 8 anos)
O Saci faz pirraça
A aranha uma caça
O homem faz chapéu
A abelha, mel.
Se a abelha jogar mel
Bem naquele chapéu
O Saci faz pirraça
Com a aranha que fez uma caça
Na caça está a abelha
É a mesma abelha que jogou mel
No danado do homem
Que fez o chapéu.
(Diego - 8 anos)
quinta-feira, 20 de março de 2008
22
Ah! Eu tou maluco... Ah! Eu tou maluco... Dois patinhos na Lagoa! Bingoooo!!! Mais um ano... Um ano mais. E? E? E... nada! Prêmio? Só de consolação. Pela participação, talvez. Ou com certeza? O que é isso? Diga você... O que é isso? Vai saber... É tudo ou nada? Ou nada? Já faz tempo... Quanto tempo! Tempo, tempo, tempo, tempo... Quanto tempo o tempo tem? Vai saber... Vou saber? Eu não sei... Quem sabe? Dia e noite, noite e dia... Madrugada! Ah... a madrugada! 22. E ainda tem mais. 44? 55? 66? 77? Mais? Menos? Vezes? Dividir é multiplicar... E gentileza gera gentileza. amor, perfeição, beleza... Viva o profeta! Viva as profecias! Viva o futuro! Viva o futuro. E o presente? Nem desembrulho que é pra não estragar... O ferro tá quente... A chapa tá quente! Passa... passou... tá passado! Quem passou? Me prefiro em prosa, mas sou mais eu em poesia. E quem sou eu? 22! Tá maluco, tá doidão... Divaga... De vaga. Em vaga. 22. E mais? Quanto mais? Deixa pra lá! Let's talk! Let's talk! Deixa pra lá... Senta aqui. Vamos jogar? Vamos brincar? Vamos cantar? E mais? 22. Parabéns! Ah? Ah tá. 22!! Bom, sei lá... Quem vai? Quem foi? "Eu sou o que vocês são". Bom, sei lá... É Big! É Big! É grande mesmo... O silêncio é a manifestação da indiferença... E o presente? Vela? Vê lá, hein? Vou sim... Vai você!!! É a mãe! É a tua! Filho da Rua!!! 22, deixa pra lá... Eu sou eu, e quem vai? Vamos lá... Buenas! Boas! Good! Buenos... Good Luck! Marx, Cristo, Freire, Vygotsky, Gandhi, Einstein, Nietzche, Assis... 22! 23, 24, 25... Boa! Vai, mas... Deixa pra lá! Melhor parar. Senta aqui... let's talk! Fui...
Canção: De onde vem a calma
Grupo: Los Hermanos
Compositor: Marcelo Camelo
CD: Ventura (2005)
Canção: De onde vem a calma
Grupo: Los Hermanos
Compositor: Marcelo Camelo
CD: Ventura (2005)
domingo, 9 de março de 2008
Por Enquanto
Canção: O velho e o moço
Grupo: Los Hermanos
Compositor: Rodrigo Amarante
CD: Ventura (2005)
Grupo: Los Hermanos
Compositor: Rodrigo Amarante
CD: Ventura (2005)
domingo, 2 de março de 2008
As Aventuras de Nanico - Episódio 5: 7 da manhã
Foi uma dessas noites que começam com chuva forte e terminam com sol a pino. Nanico acordou cedo. Nanico tinha ido dormir pouco mais da meia-noite, mas despertou cedo. Nanico gostava de dormir e por isso mesmo, odiava acordar cedo. E odiava a si mesmo quando acordava cedo sem precisar. Acordar era sempre uma necessidade pra Nanico, mas quando não era preciso, não fazia falta. Nanico não é do tipo que acorda de mau-humor, mas acordar cedo (e mais, sem precisar) era algo que podia fazer seu humor mudar durante o dia. Tentou dormir mais uma vez. Depois de várias tentativas e técnicas aprendidas ao longo dos anos de experiência, desistiu e resolveu assumir a idéia de que era um babaca e havia acordado cedo, mesmo sem precisar! Talvez tenha sido o calor, talvez o ventilador, talvez um barulho na rua, talvez não fosse tão babaca assim... Precisava aproveitar o tempo perdido. Já que havia acordado, teria que fazer algo... Tomou banho, escovou os dentes, café-da manhã, ligou a Tv pra desligá-la em seguida. Só Nanico estava acordado... Tentou ler algumas coisas, mas a idéia de que havia acordado cedo, mesmo sem precisar não deixava ele se concentrar... Estudar? Nem pensar... Acordar cedo para estudar só o tornaria mais babaca... E logo agora que já havia se convencido do barulho da obra do vizinho. Chegou a lembrar-se do estrondo que foi a chegada dos tijolos. Uma volta pelo quarteirão? Seria bom. Até foi, mas só Nanico estava acordado... E a noite parecia não acabar. Liga a Tv, desliga a Tv, liga o rádio, desliga o rádio, pega o violão, cantarola algo, grita, pula, faz exercício... Todos estavam dormindo e antes que percebesse, já era hora do almoço... Já que havia acordado cedo, poderia preparar algo... Não havia muitas opções. Fez o básico mesmo, e comeu. Sozinho, mas comeu. E comeu bem até. Comeu tanto que a comida começou a pesar em seu estômago... É, até que uma sesta depois do almoço não faria mal...domingo, 24 de fevereiro de 2008
Vai saber...
Porque só sei que nada sei. Porque eu sei muito bem. Porque eu sei o que sei. Porque eu quero ficar perto. Porque eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Porque eu sonho acordado. Porque eu acordo sonhando. Porque eu preciso me sustentar. Porque eu preciso me segurar. Porque eu penso muito. Porque eu sinto muito. Porque meu conhecimento me distrai. Porque eu me distraio quando me concentro. Porque eu vivo no meu mundo. Porque é o meu mundo. Porque agora eu me atraso. Porque é de noite. Porque eu prefiro a noite. Porque é surreal! Porque é o salvador! Porque é a salvação. Porque não quer dizer. Porque é melhor não mexer. Porque eu ando pelo mundo. Porque eu me organizo pra desorganizar. Porque sou eu. Por que não eu?Canção: Coisas Que Eu Sei
Cantora: Danni Carlos
Compositor: Dudu Falcão
CD: Música Nova (2007)
Eu quero ficar perto/ De tudo que acho certo/ Até o dia em que eu/ Mudar de opinião /A minha experiência/ Meu pacto com a ciência/ Meu conhecimento/ É minha distração... Eu gosto do meu quarto/ Do meu desarrumado/ Ninguém sabe mexer/ Na minha confusão/ É o meu ponto de vista/ Não aceito turistas/ Meu mundo tá fechado/ Pra visitação.../ Coisas que eu sei/ O medo mora perto/ Das idéias loucas/ Eu imagino casas/ Depois eu já nem lembro/ Do que eu desenhei.../ As vezes dá preguiça/ Na areia movediça/ Quanto mais eu mexo/ Mais afundo em mim/Coisas que eu sei/ As noites ficam claras/ No raiar do dia/ Coisas que eu sei/ São coisas que antes/ Eu somente não sabia.../ Agora eu sei!
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Top 10 - Filmes 2007

- Pro Dia Nascer Feliz
- A Culpa é do Fidel
- Jogo de Cena
- Borat - O segundo melhor repórter do Glorioso País Cazaquistão viaja à América
- Babel
- O Cheiro do Ralo
- Ratatouille
- Um Lugar na Platéia
- Os Simpsons - O Filme
- Tropa de Elite
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Top 20 - Músicas Nacionais 2008
Boa Sorte/Good Luck - Vanessa da Mata- Coisas que eu sei - Danni Carlos
- Deixo - Ivete Sangalo
- Ratatuia - Zeca Pagodinho
- Talismã - Paulinho da Viola
- Nada Original - Pato Fu
- Mais Alguém - Roberta Sá
- Não consigo odiar ninguém - Engenheiros do Hawaii
- Zé do Caroço - Mariana Aydar e Leci Brandão
- Pulsos - Pitty
- Vou te Levar - Lobão
- Não foi em vão - Orquestra Imperial
- O Homem Falou - Maria Rita
- Urbana - Ludov
- Longe Aqui - Jay Vaquer
- Carne e Osso - Zélia Duncan
- Me faz bem - Luiza Possi
- Não me arrependo - Caetano Veloso
- Seus Passos - Skank
- Natiruts Reggae Power - Natiruts
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Resumo do Carnaval 2008 (ou E viva a Portelinha!)
Canção: Chuva, Suor e Cerveja
Cantor: Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Que a chuva tá caindo/ E quando a chuva começa/Eu acabo perdendo a cabeça/ Não saia do meu lado/ Segure o meu pierrot molhado/ E vamos embolar ladeira abaixo/ Acho que a chuva ajuda a gente a se ver/ Venha veja deixa beija seja/ O que deus quiser
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